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Brasília

Viva Arte Viva: balé como forma de inclusão social

Arquivo Geral

07/09/2014 9h00

Antes mesmo da apresentação, os bailarinos da Russian State Ballet já emocionavam fora do palco do auditório Planalto, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, onde encenaram o espetáculo A Bela Adormecida. Os dançarinos trocaram de lugar com 15 meninos do Projeto Viva Arte Viva, que fizeram uma rápida demonstração do balé que vêm desenvolvendo aqui na capital. Os aspirantes fizeram bonito e foram aplaudidos de pé pelas estrelas de uma das companhias de dança mais respeitadas da Rússia. 

Acompanhados de uma intérprete brasileira, os russos demonstraram entusiasmo e  se esforçaram para compreender a mensagem de boas-vindas que os colegas brasileiros tentaram transmitir aos estrangeiros. 

A homenagem consistia em um buquê com flores típicas do cerrado brasiliense. Apesar de simples, havia ali um gesto bastante nobre fruto de um esforço coletivo. Os arranjos foram confeccionados com o dinheiro arrecadado com as vendas de doces no Parque da Cidade promovidas pelos próprios dançarinos.

Bolsa

A retribuição russa foi imediata e emocionante. A companhia ofereceu uma bolsa ao bailarino Jônathas Monteiro, de 16 anos. O morador da 707 Sul vai aperfeiçoar os passos no país báltico ao lado dos ídolos. “É uma emoção muito grande”, disse o jovem. A escolha foi elogiada pela professora de balé Eliana Spinelli. “Esse menino foi resgatado pelo balé”, destacou. 

Apesar de morar em uma área nobre da cidade, Jônathas reside com os avós em uma casa deixada pelos bisavós. O sustento da família é bancado com o salário mínimo. O aluno do terceiro ano se mantém com a ajuda de amigos e parentes. “Isso é para mostrar para quem disse que não daria conta”, desabafou. 

Mais desafios pela frente
 
No próximo dia 27, Jônathas vai participar, ao lado dos colegas do projeto, de um de um concurso promovido por bailarinos da América do Sul Danza, na  Argentina. “O desafio agora é conseguir dinheiro para bancar as passagens, vendendo balas, doces”, afirmou.
 
Antes de deixarem o local onde fariam duas apresentação, os bailarinos Pavel Sviridov e Eugenya Kochanova conversaram rapidamente com a equipe do JBr.. Ao serem perguntados sobre o desempenho dos jovens bailarinos, eles foram diretos: “Muito bom”, disseram, abrindo um largo sorriso. 
 
O Projeto Viva Arte Viva surgiu na Orquestra Filarmônica de Brasília. “Havia uma necessidade de se montar uma companhia de balé”, disse Eliana Spinelli. Hoje, a escola atende 245 jovens de todas as localidades do DF e Região Metropolitana. “Temos alunos do Itapoã, Planaltina, Santa Maria, Varjão, Estrutural, Ceilândia, Novo Gama”, enumerou ela. 
 
Saiba mais
 
O Viva Arte Viva é um  projeto de inclusão social que oferece oficinas gratuitas e permanentes de música, teatro e dança à comunidade do Distrito Federal e cidades do entorno da Orquestra
 

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