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Brasília

Violência sexual aumenta 64% no DF. Famílias se únem com o sofrimento

Arquivo Geral

25/07/2010 18h52

Ana Paula Andreolla

ana.fernandes@jornaldebrasilia.com.br

 

Convulsões, pesadelos, medo. Essas palavras descrevem o cotidiano de um menino de apenas quatro anos, que descobriu, antes mesmo de saber ler e escrever, o significado da palavra sexo ao passar pelo trauma de ser violentado. Um ano não foi suficiente para amenizar o sofrimento de uma família que viu o gosto da infância evaporar-se em uma única tarde.

 

Assim como Pedro (nome fictício), as pessoas que são vítimas de estupro no Distrito Federal, por anos carregam as marcas deixadas por essa trágica experiência. É o que diz a psicóloga do pró-vítima, Liliane Marinho, que mesmo após um ano e meio escutando diariamente os relatos das pessoas que são vítimas desse tipo de violência, sempre se surpreende com as barbaridades de um crime que, assustadoramente, cresceu 64% no DF.

 

Pedro morava com a mãe e o pai em um apartamento no Plano Piloto quando os pais se divorciaram. Assim que conseguiu um emprego, Camila (nome fictício) passou a deixar o filho na casa do sobrinho do ex-marido. No final de uma tarde, notou que ele estava diferente. “Ele pulou no meu colo e não quis descer. Cheguei em casa e ele não queria tomar banho”, relata Camila, com a voz trêmula e lágrimas nos olhos. “Quando tirei a roupa dele notei que o bumbum estava vermelho. Na hora senti um aperto no coração, mas ele não falava o que era. Até que perguntei: o que nós somos, filho? E ele me respondeu: amigos, mamãe. Disse para ele que amigos contam tudo um para o outro, e perguntei novamente o que aconteceu. Foi quando ele me disse, de maneira inocente, o que o primo de 16 anos havia feito”.

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (26) do Jornal de Brasília.

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