Por Amani Sofya Alsahabi
Agência de Notícias CEUB
Um encontro de violeiras, no último final de semana, celebrou o mês das mulheres e a cultura caipira na Praça dos Estados, na Candangolândia. O objetivo do “Viola em canto de mulher” foi o de defender a arte feminina no mundo das violas, que sempre foi um universo historicamente masculinizado.
“Queremos fortalecer a cultura caipira e principalmente o movimento das mulheres da viola caipira”, disse Dayane Reis, uma das organizadoras do evento. Ela frisa também a importância de evento ter acontecido no dia das mulheres. “O evento em si é muito emocionante, mas esse ano a representatividade pela data está sendo melhor ainda”, disse Dayane.
Dayane cita que, por mais que existam politicas publicas que apoiem as violeiras, ainda existe certo preconceito no ramo, assim enfrentando certas dificuldades. “Infelizmente a gente ainda tem que provar que a gente consegue”, disse Dayane.
Ainda assim, emocionada diz se sentir encantada por estar ali realizando seu sonho de mocidade: dividir o palco com suas admiráveis companheiras.
O evento foi idealizado por Volmi Batista, produtor cultural e violeiro, junto de sua esposa, Geralda Luzia. Juntos, eles representam a produção do projeto há 9 anos.
Volmi cita que por mais que tenha feito parte da criação do evento o objetivo sempre foi dar o protagonismo para as violeiras e dar abertura para as mulheres conduzirem esse projeto.
Lucimar Ribeiro, de 50 anos, que já participou de duas edições do Viola em canto de mulher, estava presente no evento como espectadora e destacou a relevância do evento feito por mulheres.
“Gosto muito de viola, de música caipira e o fato de ser um evento feito por mulheres. Na nossa vida, isso é muito importante”, disse Lucimar.
O evento apresentou uma serie de atributos caipiras que demonstram, de forma viva, como os ali presentes abraçam essa cultura caipira desde a decoração e as roupas até a comida e a música. “A cultura caipira é uma filosofia, é uma forma de ver a vida”, diz Volmi.
Estiveram presentes no evento 23 violeiras de 7 estados diferentes, os quais São Paulo(SP), Minas Gerais(MG), Goiás(GO), Mato Grosso(MT), Maranhão (MA), Ceara(CE) e Brasília(DF).