Menu
Brasília

Vila Olímpica muda rotina de 4,2 mil estudantes da rede pública de Samambaia

Arquivo Geral

19/07/2010 9h54

Há oito meses em funcionamento, a Vila Olímpica Rei Pelé – localizada em Samambaia, está tomando conta da rotina de muitos jovens da região. O projeto, resultado do investimento de R$ 8 milhões do GDF, leva 15 modalidades esportivas a alunos da rede pública de ensino e atende aproximadamente 4,2 mil estudantes. Segundo a coordenadora da vila, a jogadora de vôlei Ricarda Negrão, o projeto superou todas as expectativas e transformou a realidade de muitos jovens moradores de Samambaia.

 

Ricarda relembra que o projeto inicial previa cerca de três mil vagas e para outubro deste ano a expectativa é chegar a 5,3 mil alunos matriculados. “Nossa meta deu tão certo que conseguimos aumentar o número de matriculados e ainda queremos abrir mais vagas para a garotada, apesar da nossa evasão ser muito pequena”, afirmou a coordenadora.

 

O projeto atende aos alunos no turno oposto ao das aulas, sendo obrigatória a frequência escolar. A área de 22 mil metros quadrados conta com ginásio, duas piscinas semiolímpicas, duas quadras poliesportivas (uma delas coberta), campo de futebol com grama sintética, quadra de tênis, pista de atletismo, equipamentos para musculação, pista para caminhada e churrasqueiras, além de um prédio para a administração. Nos fins de semana, o espaço é aberto para uso da comunidade. 

 

Segundo a assistente social da vila, Lilia Albuquerque, muitos alunos chegam ao projeto com a autoestima muito baixa e com o tempo é possível acompanhar a melhoria na saúde física e, principalmente, psicológica desses jovens. “Samambaia é uma cidade de muitas pessoas carentes. É muito comum chegarem crianças vítimas de vários tipos de violência por aqui. Temos uma equipe preparada para acolher e trabalhar junto com a família a ressocialização e a cautoestima desses meninos”, explicou Lilia.

 

Localizada ao lado da Administração Regional, na quadra QS 119, a Vila Olímpica Rei Pelé conta com 98 profissionais entre educadores físicos, psicólogos, assistentes sociais e administrativos. O GDF investe cerca de R$ 300 mil por mês na unidade, valor que cobre gastos com segurança, limpeza, salários e material. 

 

Para a moradora de Samambaia, Leila Maria Ferreira, a oportunidade foi única para ingressar as duas filhas no esporte. “Minhas filhas estão muito felizes de estarem fazendo natação, não tinha condições de pagar um esporte pra elas. A vila está sendo uma grande oportunidade”, avaliou a dona de casa.

 

Já para o professor de educação física, Humberto Carvalho, a Vila Olímpica leva também cidadania para os jovens que frequentam o local. “Temos um trabalho esportivo, mas também de inclusão social e de cidadania que abrange também a educação ambiental, disciplina e inserção de jovens portadores de necessidades especiais. Essa garotada entendeu que aqui é um espaço deles, mas com regras e compromissado com diversas formas de educação”, acrescentou o professor.

 

Outras vilas

 

As vilas de Brazlândia, do Parque da Vaquejada de Ceilândia e São Sebastião devem ser entregues já no próximo mês de agosto. A expectativa é do gerente das Vilas Olímpicas no DF, Agrício Braga. que informou ainda que os demais projetos do Recanto das Emas, Planaltina, Estrutural, Santa Maria, Gama e outro de Ceilândia devem estar prontos até final deste ano.

 

 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado