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Vigilantes do DF entram em greve por tempo indeterminado

Por Arquivo Geral 28/02/2018 10h29
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João Paulo Mariano
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Em assembleia realizada na noite desta quarta-feira (28), os vigilantes decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. Assim, hospitais, postos de saúde, escolas e outras instituições públicas devem amanhecer amanhã com poucos profissionais, apenas para manter os 30%, conforme manda a lei. Segundo a direção do Sindicato dos Vigilantes, mais de cinco mil pessoas votaram na reunião, ocorrida próximo à sede do associação, no Conic.

Para o presidente do sindicato, Paulo Quadros, os patrões querem tirar diversas conquistas e inserir a reforma trabalhista de qualquer jeito. Ele explica que as empresas terceirizadas querem pagar apenas a metade do tíquete-refeição e o restante em cesta básica, além de tirar o plano de saúde dos profissionais que auxiliam na segurança e organização dos espaços.

“Querem tirar também nosso horário de descanso. O vigilante tem direito a uma hora de descanso e querem deixar com apenas 30 minutos”, reclama o presidente, que lembra que foram 15 rodadas de negociação desde novembro do ano passado. Existe o desejo de um reajuste salarial de 7% e não apenas a reposição pelo índice NPC, de 2,7%. Segundo o sindicato, os empresários querem retirar vários direitos e conquistas, em um total de 18 cláusulas que estão na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria e que prejudicam o bolso do trabalhador.

Paulo Quadros elucida que, a partir de agora, tudo depende dos patrões para que o movimento acabe. “Amanhã, às 19h, haverá outra assembleia. Se houver alguma proposta vamos analisar, se não a greve continua”.








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