“A ciência tem um mundo de informações para explorar, e é muito legal aprender um pouco mais sobre o assunto”, resume Felipe Medeira, de 10 anos, ao participar da sexta edição do projeto Ciência na Estrada, realizada em Vicente Pires. Apaixonado por astronomia e sonhando em ser astronauta, Felipe representa bem o espírito da iniciativa, que busca aproximar a ciência da população e despertar vocações para carreiras tecnológicas e científicas.
Promovido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti-DF), em parceria com o Instituto de Gestão e Execução de Projetos (Igepex), o evento acontece desde o último sábado (26) e será encerrado nesta quarta-feira (30), nas imediações da Administração Regional de Vicente Pires.
A programação gratuita inclui oficinas de robótica, desenvolvimento de jogos, simulações astronômicas, desafios de inovação e uma feira de ciências com projetos apresentados por estudantes. Um dos destaques, segundo Felipe, foi a exposição sobre foguetes históricos: “O que eu mais gostei foi a representação dos foguetes que marcaram a história da exploração espacial. Eu acompanho desde mais novo cada um, e poder rever esse momento foi bem legal”, relatou.
A estudante Luiza de Souza, de 11 anos, também se envolveu com a programação: “É como se a gente estivesse colocando em prática tudo que aprende em sala de aula”, afirmou. Para o diretor de uma escola particular da região, Douglas Valadares, ações como essa ampliam o olhar dos alunos: “No colégio a gente já busca trabalhar com um pouco da prática, e eventos como esses trazem outra experiência, uma nova visão sobre a ciência”.
Um dos momentos mais aguardados é a participação do geofísico Sérgio Sacani, criador do canal Space Today, referência na divulgação científica no Brasil. Ele conversa com o público sobre astronomia, exploração espacial e o papel da ciência na vida cotidiana. “A ciência tem que ser divertida. Aqui a gente traz um momento de perguntas e respostas com o público. É uma interação para falar sobre ciência”, afirma Sacani.
Desde que foi lançado, o Ciência na Estrada já passou por Ceilândia, Samambaia, Sobradinho, Guará e Santa Maria, alcançando mais de 24 mil participantes, entre eles cerca de 2,4 mil estudantes. “Queremos apresentar à nossa juventude e às famílias que há uma perspectiva profissional nas carreiras relacionadas à ciência, à tecnologia e aos processos educacionais como um todo”, destaca o secretário-executivo da Secti-DF, Alexandre Villain.
Até o fim do ano, o projeto ainda percorrerá Sol Nascente, Brazlândia, Arapoanga e Riacho Fundo. O encerramento está previsto para acontecer no Planetário de Brasília. Mais informações estão disponíveis no site oficial do evento.
Com informações da Agência Brasília