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Brasília

Viaduto da Galeria dos Estados não será demolido; estrutura que ficou de pé será reaproveitada

Arquivo Geral

02/03/2018 21h01

João Stangherlin

Representantes do governo e especialistas se reuniram nesta sexta-feira (2), no Palácio do Buriti, para definir qual será o encaminhamento para a recuperação do viaduto da Galeria dos Estados, onde parte da estrutura desabou em 6 de fevereiro. Com base nas análises feitas pela Universidade de Brasília (UnB), houve um consenso em aproveitar a estrutura das fundações do viaduto no Eixo Rodoviário e refazer todas as asas dos pilares de sustentação – armação que foi rompida. A previsão é que até o final do ano o viaduto esteja totalmente recuperado.

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Quanto às lajes da parte superior, onde passam os carros, ainda não ficou definida se serão totalmente refeitas ou só recuperadas. Um estudo, levando em conta os custos, será feito para então tomar as medidas cabíveis. De acordo com o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), Márcio Buzar, o projeto para a recuperação das vigas de sustentação será feito pela autarquia, em conjunto com a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap).

A expectativa é que o processo licitatório seja concluído em dois meses. Os recursos para a obra de recuperação e manutenção do viaduto é oriunda da reserva de contingência. São R$ 50 milhões destinados para intervenções emergenciais. Um relatório técnico com as análises e todas as medidas que serão tomadas pelo governo será disponibilizado na semana que vem.

Remoção da parte desabada

A demolição e remoção do bloco que caiu ocorreu no último fim de semana, 24 e 25 de fevereiro. A quebra da estrutura durou nove horas e 15 minutos ininterruptos, foram cerca de 200 toneladas de entulho retiradas por 46 caminhões. O material será reaproveitado pela Novacap para a utilização em meios-fios, tampas de boca de lobo e outros equipamentos.

Assim que parte do viaduto caiu, foram feitos planos emergenciais para a manutenção do espaço. Primeiro o trânsito da via foi alterado para que os trabalhos de escoramento pudessem ser feitos. Também foi realizado um monitoramento de outras estruturas que têm a mesma idade do viaduto, como a as Pontes do Bragueto e Honestino Guimarães.

Fonte: Agência Brasília

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