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Brasília

Viação Riacho Grande anuncia desligamento

Arquivo Geral

13/09/2014 10h04

Moradores de Planaltina podem enfrentar mais transtornos para ir e voltar do trabalho a partir de hoje. A Viação Riacho Grande, que atendia a seis mil usuários do Setor Arapoangas, deixou de operar na região. Dificuldades financeiras foram a justificativa.

O desligamento foi anunciado depois de horas de reunião entre representantes da empresa e DFTrans. Após a decisão, cerca de 40 ônibus que circulavam na região foram retirados.

Para tentar amenizar os efeitos da redução, o DFTrans concedeu o trecho para  a empresa Piracicabana, que já opera no sistema de transporte público. A empresa se comprometeu a colocar para rodar a mesma quantidade de carros. Porém, a substituição deve ocorrer gradualmente, ocasionando uma espera de 30 dias para o serviço estar normalizado.

“Eles vão colocar dez ônibus hoje. O restante já está comprado. Falta o licenciamento e outras burocracias”, explicou o diretor-geral do DFTrans, Jair Tedeschi. “Pedimos desculpas aos usuários, mas não foi uma decisão nossa”, diz.

Funcionários

Outra preocupação demonstrada pelo DFTrans e Sindicato dos Rodoviários refere-se aos 120 funcionários da empresa descredenciada. “Vamos acompanhar o pagamento da rescisão deles e tentar empregá-los na nova empresa”, afirmou o presidente do sindicato, Jorge Farias.

Jair Tedeschi garantiu que a Piracicabana vai contratar os funcionários que forem desligados da Riacho Grande. Além de Planaltina, a viação também opera em Brazlândia, onde circulam 40 ônibus. “Vamos intensificar a fiscalização lá. Se ocorrer atraso de um minuto, a empresa também será retirada”, afirma Tedeschi.

 Apesar da rescisão, a empresa não sofrerá qualquer punição legal porque entrou em caráter emergencial. Por telefone, um representante afirmou que não foi comunicado sobre a interrupção imediata.

Saiba mais

A Viação Riacho Grande começou a operar em Planaltina em 2012, em circunstâncias  parecidas com as de agora. Na época, a empresa foi chamada em caráter emergencial devido a problemas financeiros da antiga empresa que circulava no Arapoangas, a Cooperativa dos Profissionais Autônomos de Transporte (Coopatram).

Cidadãos têm a palavra

Cerca de 30 cidadãos brasilienses vão fazer na próxima quarta-feira  uma auditoria cívica do transporte coletivo do DF. Os auditores vão verificar a frequência dos ônibus que partem de 14 pontos da plataforma C da Rodoviária do Plano Piloto e fazer entrevistas com os usuários nas filas para saber o tempo gasto em média nas paradas e coletar opiniões sobre as condições de limpeza, segurança e lotação dos ônibus e das paradas.

Coordenada pelo auditor do TCU Carlos Ferraz, a auditoria irá verificar o cumprimento das regras previstas nos contratos de concessão, bem como se as condições de atendimento correspondem as expectativas dos usuários.

A auditoria cívica é um projeto  em que cidadãos fiscalizam a aplicação de recursos públicos e a qualidade dos serviços, propondo melhorias e encaminhando eventuais irregularidades encontradas ao órgão auditado e aos órgãos de controle externo competentes.

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    Arquivo Geral

    13/09/2014 9h00

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    O desligamento foi anunciado depois de horas de reunião entre representantes da empresa e DFTrans. Após a decisão, cerca de 40 ônibus que circulavam na região foram retirados.

    Para tentar amenizar os efeitos da redução, o DFTrans concedeu o trecho para  a empresa Piracicabana, que já opera no sistema de transporte público. A empresa se comprometeu a colocar para rodar a mesma quantidade de carros. Porém, a substituição deve ocorrer gradualmente, ocasionando uma espera de 30 dias para o serviço estar normalizado.

    “Eles vão colocar dez ônibus hoje. O restante já está comprado. Falta o licenciamento e outras burocracias”, explicou o diretor-geral do DFTrans, Jair Tedeschi. “Pedimos desculpas aos usuários, mas não foi uma decisão nossa”, diz.

    Funcionários

    Outra preocupação demonstrada pelo DFTrans e Sindicato dos Rodoviários refere-se aos 120 funcionários da empresa descredenciada. “Vamos acompanhar o pagamento da rescisão deles e tentar empregá-los na nova empresa”, afirmou o presidente do sindicato, Jorge Farias.

    Jair Tedeschi garantiu que a Piracicabana vai contratar os funcionários que forem desligados da Riacho Grande. Além de Planaltina, a viação também opera em Brazlândia, onde circulam 40 ônibus. “Vamos intensificar a fiscalização lá. Se ocorrer atraso de um minuto, a empresa também será retirada”, afirma Tedeschi.

     Apesar da rescisão, a empresa não sofrerá qualquer punição legal porque entrou em caráter emergencial. Por telefone, um representante afirmou que não foi comunicado sobre a interrupção imediata.

    Cidadãos têm a palavra

    Cerca de 30 cidadãos brasilienses vão fazer na próxima quarta-feira  uma auditoria cívica do transporte coletivo do DF. Os auditores vão verificar a frequência dos ônibus que partem de 14 pontos da plataforma C da Rodoviária do Plano Piloto e fazer entrevistas com os usuários nas filas para saber o tempo gasto em média nas paradas e coletar opiniões sobre as condições de limpeza, segurança e lotação dos ônibus e das paradas.

    Coordenada pelo auditor do TCU Carlos Ferraz, a auditoria irá verificar o cumprimento das regras previstas nos contratos de concessão, bem como se as condições de atendimento correspondem as expectativas dos usuários.

    A auditoria cívica é um projeto  em que cidadãos fiscalizam a aplicação de recursos públicos e a qualidade dos serviços, propondo melhorias e encaminhando eventuais irregularidades encontradas ao órgão auditado e aos órgãos de controle externo competentes.

    Saiba mais
     
    A Viação Riacho Grande começou a operar em Planaltina em 2012, em circunstâncias  parecidas com as de agora. Na época, a empresa foi chamada em caráter emergencial devido a problemas financeiros da antiga empresa que circulava no Arapoangas, a Cooperativa dos Profissionais Autônomos de Transporte (Coopatram).

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