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Brasília

Veículos movidos pela imprudência dos motoristas transformam trânsito em assassino

Arquivo Geral

27/12/2012 8h20

Fábio Magalhães

fabio.magalhaes@jornaldebrasilia.com.br

 

O endurecimento das regras da Lei Seca e o aumento da multa para quem dirigir alcoolizado não desestimularam a combinação de álcool e direção. Neste feriado prolongado,  67 pessoas foram enquadradas nas novas disposições da Lei Seca, no DF. Somente o Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) flagrou 19 pessoas dirigindo alcoolizadas. Já os agentes do Departamento de Trânsito (Detran) aplicaram 27 autuações de sexta a domingo. Nas rodovias que passam pelo DF e Região Metropolitana, onde o tráfego é considerado mais perigoso, foram feitos 235 testes de alcoolemia pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), 21 pessoas foram autuadas por dirigir embriagadas e seis pessoas presas. 

 

 

Além do saldo de pessoas embriagadas ao volante, o número de acidentes também foi grande – muitos em consequência da imprudência. De  sexta a terça-feira, a PRF registrou 68 acidentes espalhados pelos 957 quilômetros de rodovias que cortam o DF. Resultantes deste quantitativo de acidentes, o número de vítimas chegou a 67, com cinco mortes – quatro  na BR-040.

 

Mãe e filho

Por volta do meio-dia de ontem, mais uma batida engrossou a preocupante estatística. Um Chevette e um Fiat Strada colidiram na BR-070, em um trecho entre os municípios goianos de Águas Lindas e Girassol. Uma jovem de 17 anos e   o filho, um bebê de três meses, morreram. Segundo testemunhas, o Chevette faria um retorno quando foi atingido lateralmente pelo outro veículo. O motorista do Strada não ficou ferido. Já as duas vítimas que estavam no Chevette foram socorridas por outro condutor que passava pelo local. 

 

Chefe de Comunicação da PRF no DF, o inspetor De Lucas Barbosa afirma que a expectativa é de que as novas resoluções da Lei Seca inibam os acidentes. “O número de flagrantes é grande se levada em conta a pouca quantidade de dias. As pessoas continuam bebendo e dirigindo e esperamos que elas parem com isso. É preciso que todos tenham a consciência de que  é proibido beber e dirigir”, alerta.

 

Em relação aos acidentes, De Lucas aponta a imprudência e imperícia como um fator que alavanca as estatísticas. “O excesso de velocidade e as ultrapassagens indevidas demonstram claramente a imprudência. As pessoas precisam saber que é preciso obedecer a sinalização e que dirigir na rodovia é diferente da direção dentro das cidades. A falta de gentileza também  causa os acidentes”, aponta.

 

Leia mais na edição impressa desta quinta-feira (27) do Jornal de Brasília.

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