A seleção brasileira feminina de vôlei vai ter uma batalha nas alturas contra os Estados Unidos nas semifinais dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, hoje, às 15h, no Maracanãzinho. Para as jogadoras e o técnico José Roberto Guimarães, será fundamental superar o alto bloqueio adversário para chegar à disputa da medalha de ouro contra o vencedor do confronto entre Cuba e Peru.`
“Apesar de não estar com a equipe completa, as americanas têm um time bem alto e boas jogadoras como a Danielle Scott e a Hanieff. É preciso sempre atuar com uma boa dose de tensão porque se você se descuidar elas podem complicar muito no bloqueio”, explica o treinador brasileiro.
Zé Roberto diz que não há motivos para pensar em facilidade contra as americanas só porque elas perderam de Cuba, por 3 sets a 0, no último jogo da fase de classificação. “Na verdade, acho que o resultado aconteceu porque Cuba jogou acima da média. Contra Porto Rico, por exemplo, elas não estiveram tão bem”, comentou.
O técnico acredita que será obrigado a fazer algumas substituições durante o confronto para que o time brasileiro não fique em desvantagem em relação às americanas no que diz respeito à altura. “Principalmente quando tiver Fofão e Sassá na rede”, conta.
O time está definido e, salvo algum incidente de última hora, as titulares serão Fofão, Paula Pequeno, Sassá, Sheilla, Fabiane, Walewska e a líbero Fabi. No treino de ontem, Zé Roberto não só simulou situações de ataque das norte-americanas como também das cubanas. “Fizemos meio tempo com as reservas jogando como os Estados Unidos e a outra metade como Cuba porque não teremos tempo para treinar se conseguirmos chegar a uma possível final.”
Para a oposto Sheilla, é importante que o time brasileiro entre em quadra concentrado. “Mais do que se preocupar com a altura das americanas precisamos fazer o nosso jogo”, diz.
Norte-americanas
Danielle Scott viverá uma situação inusitada na partida. A jogadora é casada com o ex-jogador de vôlei brasileiro Eduardo Arruda, o Pezão, e já atuou por vários clubes do País. “Acho que pelo menos ele estará na arquibancada torcendo por mim. Mas é algo novo para nós”, confessou a jogadora, que não teme a pressão da torcida. “Pelo menos para mim é sempre melhor jogar com o ginásio cheio, mesmo que o público esteja contra nós. Quando isso acontece, o importante é pegar a energia que vem das arquibancadas.”
Tecnicamente, ela acredita que para vencer o Brasil será preciso mostrar mais precisão. “É preciso estar concentrada para não dar bolas de graça, porque o time delas saca forte e tem um grande ataque”, avisa.
Para confirmar o favoritismo
Juliana e Larissa estão classificadas para as quartas-de-final do vôlei de praia no Pan do Rio. Em uma Arena de Copacabana quase lotada, o público apoiou a dupla bicampeã mundial, que venceu Negron e Yantin, de Porto Rico, por 2 sets a 0, em parciais de 21/16 e 21/7. Juliana e Larissa voltam à quadra amanhã, às 15h, para enfrentar Molina e Soler, de El Salvador.
Masculino
Ricardo e Emanuel, favoritos à medalha de ouro no Pan, estrearam com facilidade ontem no torneio. Contra os colombianos Cabrales e Naranjo, os brasileiros venceram por 2 sets a 0, parciais de 21/6 e 21/14. Os próximos adversários serão os argentinos Pablo Suarez e Fabio Perez, hoje. O encerramento da primeira fase será amanhã, contra Jonathan Guevara e Marcelo Araya, da Costa Rica.
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