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Vacina Infantil: ‘Esperamos receber mais doses no dia 20 e 27’, diz Pafiadache

Às 8h, as filas já começaram a andar e crianças de 5 a 11 anos com comorbidades e de 11 anos sem comorbidades puderam receber a dose

Foto: Agência Brasília

Por Evellyn Luchetta e Elisa Costa
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A vacinação contra covid-19 em crianças de 5 a 11 anos teve início neste domingo, 16, no Distrito Federal. Famílias e os pequenos que seriam vacinados esperaram ansiosos e com esperança nas filas dos 11 pontos que estavam vacinando este público por toda a capital.

Às 8h, horário de início das aplicações, as filas já começaram a andar e crianças de 5 a 11 anos com comorbidades e de 11 anos sem comorbidades puderam receber a dose da vacina da Pfizer-BioNTech.

Até o meio-dia, 2.341 crianças receberam a primeira dose da vacina contra a covid-19. A imunização prossegue no período da tarde em 11 Unidades Básicas de Saúde, de acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES DF).

O secretário de Saúde do Distrito Federal, general Manoel Pafiadache, marcou presença na Unidade Básica de Saúde nº1 (UBS 1), no Lago Norte.

Na ocasião, Pafiadache comemorou o sucesso da abertura das aplicações em crianças e disse que o DF espera receber mais doses no dia 20 e 27 de janeiro.

“Estamos com a expectativa de receber mais doses no dia 20 e no dia 27, 16 mil e mais 23 mil, respectivamente. Tudo isso dentro de um planejamento que estamos fazendo”, disse.

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Até o momento, a capital recebeu um carregamento de doses do imunizante. As primeiras doses destinadas a crianças chegaram na tarde da última sexta-feira (14). Ao todo, o DF recebeu 16,3 mil doses da vacina Pfizer, aprovadas pelo pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).

Neste domingo, 16, o Brasil recebeu mais um lote de doses da vacina. A segunda remessa enviada pela Pfizer contém 1,248 milhão de doses.

Essa carga deve ser distribuída por todo o território nacional e deve atender as expectativas de Pafiadache sobre o recebimento de novas doses no dia 20 e 27. A previsão é de que, até o fim de janeiro, o Brasil receba 4,3 milhões de doses da vacina.

Movimento na UBS 1 do Lago Norte. Foto: Elisa Costa/Jornal de Brasília

O secretário seguiu dizendo que sua expectativa é que cada vez mais famílias vacinem seus filhos. “Eu tô feliz por que começamos, a minha expectativa é a adesão das famílias”, afirmou.

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O titular da pasta disse ainda que uma avaliação do primeiro dia de aplicações será feira, para que um panorama de como prosseguir com a campanha seja formado. “Vamos fazer uma avaliação do que aconteceu hoje para ver como vamos prosseguir”, contou.

Questionado se existia a possibilidade de as doses acabarem antes do fim do dia. O secretário afirmou ao Jornal de Brasília que não. “Pode sobrar, faltar não vai”, assegurou.

Por fim, Pafiadache aconselhou quem vai procurar a vacina nos próximos dias. Segundo o general, não é necessário chegar no local antes do início das aplicações.

“O mais importante é que não tem necessidade de as pessoas chegarem antes das 8h. Pode chegar às 8h, as famílias podem se programar para vir ao longo dos dias, até as 17h. Está tudo disponível, a fila tá andando bem”, finalizou.

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A esperança mora no imunizante

Presentes na UBS, Fabiana, 44, mãe da Carol, de 11 anos, comemorou a chegada do dia de imunização da filha: “Momento muito importante. Vale a pena, porque é questão de saúde e nossos filhos são a nossa vida né”.

A vacina é, para muitos, um ponto de esperança em meio a pandemia. Bruno Velasco, 43, pai do Pedro, de 11 anos, se declarou aliviado pela chegada das vacinas para a faixa etária dos pequenos. “Passamos por essa situação crítica da pandemia e chegou a hora deles.

O meu filho estava preocupado antes mesmo da pandemia começar. ‘Pai, tá chegando no Brasil’, ele comentava comigo”. Com o restante da família já vacinada, Bruno alertou sobre a importância de procurar pela imunização: “Temos que ter cidadania e contribuir para o controle da pandemia”, finalizou.

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Ingrid Weber, de 45 anos, é mãe de João, 11, e de Marina, 8. Os três foram à UBS 1 do Lago Norte logo cedo para receber a aplicação da dose, que de acordo com João, “não doeu nada”.

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A mãe, com um sorriso no rosto, explicou: “Eu estava muito ansiosa para vacinar essas crianças logo, estou bem mais tranquila”. E para aqueles pais que não pretendem levar os filhos aos postos, Ingrid deixou seu recado: “Acreditem na vacina, acreditem na ciência, no SUS, venham vacinar logo para que a gente possa ter uma vida normal”.

Taila, de 11 anos, admitiu à reportagem que estava “muito ansiosa” para se vacinar. Ao lado da mãe, Carla Maria, 48, a menina explicou: “Estou me sentindo muito melhor e não doeu”.

A mulher também contou que o sentimento de alívio é grande: “Ela vai começar a ir para a aula presencial e a gente se preocupa com isso. Quanto mais gente se vacinar, mais rápido essa pandemia acaba”.








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