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Brasília

UPAs do DF atendem mais de 8 mil urgências odontológicas em 2025

As unidades de pronto atendimento realizaram 8.605 procedimentos para dores intensas, infecções e traumas, integrando a rede de urgências do SUS

Redação Jornal de Brasília

07/02/2026 16h36

paciente maria aparecida em consulta (1)

Foto: Divulgação/IgesDF

Dor intensa, infecções, traumas e situações que afetam a qualidade de vida recebem atendimento imediato nas unidades de pronto atendimento (UPAs) do Distrito Federal. O serviço odontológico de urgência e emergência, gerenciado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), reforça o compromisso com um SUS mais acessível e resolutivo.

Ao longo de 2025, as UPAs de Ceilândia 1, Samambaia, Sobradinho, Núcleo Bandeirante e Recanto das Emas realizaram 8.605 atendimentos odontológicos. Esses números representam o alívio para pessoas em momentos de urgência, com procedimentos como drenagem de abscessos, extrações dentárias, tratamento de inflamações e curativos.

O superintendente das UPAs, Francivaldo Soares, explica que o atendimento integra a Rede de Atenção às Urgências e Emergências, focando em intervenções imediatas para dores intensas, abscessos, fraturas dentárias e hemorragias. “Isso garante cuidado rápido, evita agravamentos e reduz a sobrecarga dos prontos-socorros hospitalares”, afirma.

As equipes, compostas por cirurgiões-dentistas e técnicos em saúde bucal, utilizam estrutura adequada com equipamentos e insumos necessários. O fluxo segue o padrão das UPAs: chegada por demanda espontânea, acolhimento com classificação de risco e encaminhamento ao consultório odontológico para urgências identificadas.

O diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Edson Gonçalves, destaca a estratégia da assistência: “Situações de dor, infecção e trauma exigem resposta imediata. Quando organizado na rede, com equipe capacitada e protocolos definidos, o paciente recebe atendimento mais seguro, resolutivo e humanizado.”

Na UPA de Samambaia, a coordenadora multiprofissional Izabela de Moraes enfatiza a prevenção de complicações: “Uma infecção dentária não tratada pode evoluir e colocar a vida em risco. Atuar rapidamente evita perdas dentárias, internações e agravos à saúde geral.”

Uma paciente, Maria Aparecida de Sousa, 47 anos, relata sua experiência: “Cheguei com muita dor e fui rapidamente atendida. A forma como fui tratada me deu coragem para continuar cuidando da minha saúde.”

No Recanto das Emas, o serviço incorpora ações educativas. A dentista Laís Kelly Guerra explica que, mesmo em urgências, orientam sobre higiene bucal: “Muitas pessoas nunca usaram fio dental ou passaram por um dentista. Garantir informação também é cuidar.”

A técnica em saúde bucal Evaine Nonato reforça o acolhimento: “Muitos pacientes chegam desesperados. Nosso papel é explicar o que pode ser feito e encaminhar para a UBS quando necessário, dando segurança e continuidade ao cuidado.”

Ao fortalecer esses atendimentos, o IgesDF qualifica a resposta da rede às demandas imediatas. Francivaldo Soares conclui: “Ao atender a urgência no momento certo, evitamos agravamentos, reduzimos internações e orientamos para o acompanhamento na Atenção Primária.”

Com informações da Agência Brasília

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