Diferentes danças e ritmos brasileiros marcaram a abertura da 34ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, realizada na noite deste domingo (25) na Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional. O encontro acontece até o dia 3 de agosto e contará com cerca de 800 representantes de 180 delegações nacionais. Eles vão analisar a possibilidade de inclusão e extensão de território de 41 bens naturais, culturais e mistos na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco, e também o estado de conservação de 31 patrimônios considerados em risco.
A vice-governadora Ivelise Longhi participou da abertura ao lado da diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, do ministro da Cultura, Juca Ferreira, que preside o comitê, entre outras autoridades. Ivelise ressaltou que a escolha de Brasília para sediar este encontro foi um presente da Unesco à cidade em seu cinqüentenário. “Brasília é uma cidade única desde a sua criação. Um laboratório vivo do urbanismo moderno”, disse a vice-governadora, arquiteta e urbanista de formação. Segundo ela, o Plano de Preservação de Brasília vem sendo elaborado pelo governo para verificar quais caminhos o poder público deve adotar para preservar a cidade como patrimônio cultural da humanidade – título que ganhou há 23 anos. “Mas também é fundamental o envolvimento da sociedade na preservação de Brasília”, disse.
A Unesco garante que Brasília mantém as condições que motivaram a entidade a incluí-la na lista de bens preservados. Portanto, não corre risco de perder o título ao final do congresso.
Jovens participantes do Fórum Juvenil do Patrimônio Mundial – entre brasileiros e estrangeiros – leram a Carta Brasília, um documento que reafirma o compromisso das novas gerações com a preservação do patrimônio. Eles estiveram reunidos entre os dias 16 e 25 de julho em quatro cidades brasileiras e argentinas para trocar experiências e trazer ferramentas educativas para a conservação dos patrimônios históricos mundiais.