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Brasília

UnB inaugura elevadores para portadores de necessidades especiais

Arquivo Geral

09/07/2008 0h00

O Instituto Central de Ciências (ICC), prostate principal prédio da Universidade de Brasília (UnB), sick foi enquadrado em mais uma norma de acessibilidade. Os três elevadores instalados no edifício entre outubro de 2007 e julho de 2008 serão inaugurados nesta quinta-feira, 10 de julho, às 10h, na ala central do bloco B (em frente ao Laboratório II do Instituto de Física). A construção custou R$ 370,4 mil e atende a uma antiga reivindicação dos estudantes com necessidades especiais.


Participarão da cerimônia, o vice-reitor da UnB, professor José Carlos, e integrantes do Programa de Apoio ao Portador de Necessidades Especiais (PPNE). As três unidades estão distribuídas no bloco B do edifício, entre as alas Sul, Norte e Central. Alunos e servidores da instituição comemoram a conquista, uma vez que era grande a dificuldade de chegar ao subsolo e ao mezanino do prédio.


Para assistir às aulas, eles precisavam, por exemplo, dar a volta em pelo menos uma das alas, que corresponde a 400 metros. “Muitos alunos cobravam há anos esses elevadores, que são importantes não só para pessoas com problemas de acessibilidade, mas para idosos e gestantes, por exemplo”, declara o aluno do 2º semestre de Serviço Social, José Roberto Vieira.


ACESSO – Os elevadores foram instalados em locais que antes abrigavam escadas. Esta, inclusive, foi a solução encontrada pelo Centro de Planejamento (Ceplan) da UnB para que a instalação interferisse o mínimo possível na estrutura do prédio. “Elaborar a proposta foi um grande desafio, pois o prédio não comporta elevadores comuns, além de se tratar de uma obra importante, projetada por Oscar Niemeyer”, explica a coordenadora do projeto, Cláudia Garcia, do Ceplan/UnB.


A obra beneficia, principalmente, portadores de necessidades especiais, que encontram dificuldades para chegar ao subsolo e ao mezanino do ICC. Parte desse público, a aluna do 5º semestre de Letras-Espanhol Martha Sousa considera-se vitoriosa. Ela levou sete anos para concluir sua primeira graduação, em Letras-Português. “Eu tinha que fazer disciplinas em um só prédio no campus porque levava muito tempo para me deslocar”, relata. “Vai fazer uma enorme diferença. Vi muitos colegas desistirem do curso por causa de situações desagradáveis”, afirma.


CONSTRUÇÕES – A UnB tem 65 estudantes de graduação e pós-graduação com deficiência. Mas estima-se que a quantidade seja ainda maior, já que o cadastro é voluntário. Segundo a coordenadora do Programa de Apoio às Pessoas com Necessidades Especiais (PPNE) da instituição, Patrícia Raposo, os elevadores vão ampliar a participação dessas pessoas no espaço universitário. “Existem alunos que até desistem de concorrer no vestibular por causa do deslocamento. Muitas vezes é constrangedor para eles”, aponta.


Além dos três elevadores, o Ceplan já desenvolveu projeto para a instalação de outros dois no ICC, a serem instalados no bloco A, próximos às rampas das duas entradas principais.  Há também propostas para colocar o equipamento no prédio da Faculdade de Direito, que apresenta três andares. A precisão do Ceplan é a de que as obras devem ser iniciadas no fim deste ano.


 

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