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Brasília

Um tributo ao universo

Arquivo Geral

06/02/2009 0h00

“Brilha no céu, ed afasta a escuridão, healing vermelho e branco é raça, unhealthy é tradição”, está inscrito na faixa exposta na entrada do barracão da única escola de samba do Plano Piloto, a Acadêmicos da Asa Norte. Os versos fazem parte do samba-enredo deste ano, que homenageia os quatro séculos de estudos da astronomia. A idéia é mostrar a ciência que estuda o universo, seus aspectos práticos na vida humana, as crenças dos observadores dos astros e seus mitos, surgidos ao longo destes 400 anos de astronomia.

Reunindo tradição e força de vontade, a escola pretende comemorar o aniversário de 40 anos, no próximo dia 15, como umna das favoritas ao título do Carnaval brasiliense de 2009. De volta ao grupo principal desde 2007, a Acadêmicos da Asa Norte prepara a todo vapor as fantasias e carros alegóricos.

A primeira parcela do dinheiro destinado às escolas de samba do DF só saiu na semana passada. “Estamos fazendo o Carnaval em 20 dias”, assinalou o presidente da entidade, José Amauri de Sousa.

Correria

Segundo ele, a verba dada pelo governo do DF sempre sai em cima da hora e todos já estão acostumados com a correria. A escola, revelou Amauri, conseguiu adiantar a confecção de algumas fantasias graças ao dinheiro arrecadado com a venda de bebidas nos ensaios abertos ao público e ao aproveitamento de algumas armações de fantasias do ano passado.

O material para confecção, comprado em São Paulo, só chegou à escola no último domingo. De acordo com o carnavalesco Sidney Waldo, a Acadêmicos da Asa Norte é uma escola diferente da maioria. “Aqui tudo é feito na quadra. Não compramos fantasias prontas. Nós confeccionamos tudo”, explicou Waldo.

A equipe do carnavalesco foi, praticamente, toda renovada este ano. Quase todos integrantes são da comunidade. Ao mesmo tempo em que aprendem o ofício, eles são remunerados pelo trabalho. Até a porta-bandeira da Asa Norte trabalha montando fantasias.

Sobre a falta de tempo para preparar o desfile, Waldo disse que precisava de mais dias. “Mas vai ter que dar com os que temos”, comentou.

Apesar dos imprevistos, o presidente da escola promete um desfile empolgado. “Desfilamos por paixão ao Carnaval”, destacou Amauri, que considera o Ceilambódromo inadequado à festa. “A concentração é muito apertada. Todo ano há discussões por conta do espaço. A dispersão é outro problema. Como não há lugar para todas as escolas que saem da passarela, muitas vezes não tem espaço para colocar os carros que já desfilaram. Isso atrasa a escola que está desfilando, fazendo com que perca pontos.”

Ele esclareceu que as críticas não representam nenhum preconceito com Ceilândia. “É que o local não é ideal para a realização do Carnaval do DF.”

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