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UBS, UPA ou hospital: quando procurar cada uma dessas unidades?

Com 16 hospitais, 176 UBSs e 13 UPAs em funcionamento, IgesDF e SES-DF promovem ações para esclarecer a função de cada unidade e garantir atendimento mais eficiente à população

Redação Jornal de Brasília

05/08/2025 16h59

Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

No Distrito Federal, o sistema público de saúde é estruturado para oferecer o cuidado certo, no local adequado e no momento necessário. Para marcar o Dia Nacional da Saúde, comemorado em 5 de agosto, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF) e a Secretaria de Saúde (SES-DF) lançaram uma campanha para orientar a população sobre como utilizar corretamente os serviços de saúde disponíveis.

A rede do Sistema Único de Saúde (SUS) no DF conta atualmente com 16 hospitais — sendo 11 regionais e cinco unidades de referência distrital —, além de 176 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) somam 13 em funcionamento, com mais sete em construção.

Segundo o coordenador da Atenção Primária da SES-DF, Fernando Erick, as UBSs são a porta de entrada para o sistema. “É nesse nível que o cuidado começa, com ações de prevenção, acompanhamento de doenças crônicas e atendimento a casos não urgentes. Organizar a rede começa pela atenção primária”, afirma.

As UBSs contam com equipes da Estratégia Saúde da Família, que atendem regiões específicas. Pelo portal InfoSaúde DF, é possível verificar qual UBS atende determinada localidade, além de agendar serviços como pré-natal, vacinação e controle de hipertensão e diabetes. “Investir na atenção primária é essencial para que o SUS funcione melhor e responda ao que a população realmente precisa”, destaca Fernando.

UPAs: atenção para casos de média gravidade

Quando o problema exige atendimento mais rápido — como febre persistente, dores fortes ou dificuldade para respirar —, o recomendado é procurar uma UPA 24 horas. As unidades oferecem exames laboratoriais, raio-x, medicação e acompanhamento clínico. Casos de média gravidade podem ser resolvidos ali, o que evita sobrecarga nos hospitais.

A superintendente substituta das UPAs no DF, Marina Santos, lembra que nem toda urgência é uma emergência hospitalar. “Cortes leves, infecções e picos de pressão alta, por exemplo, podem ser tratados nas UPAs. Ao chegar, o paciente passa por classificação de risco, o que garante que os casos mais graves sejam atendidos primeiro”, explica.

Hospitais: para situações críticas e tratamentos especializados

Para situações graves e de alta complexidade, como infarto, AVC, grandes traumas ou necessidade de cirurgia e internação, os hospitais entram em ação. O diretor-presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, destaca que esses serviços contam com tecnologia de ponta e equipes multidisciplinares.

Hospitais como o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) realizam procedimentos especializados, como cirurgias bucomaxilofaciais, exames como tomografia e endoscopia, além de transplantes. O HBDF é referência em transplantes de rim e córnea e está implantando o serviço de transplante de medula óssea. O HRSM, por sua vez, se destaca no atendimento a partos de alto risco.

Todo o encaminhamento entre os níveis de atenção é feito pelo Sistema de Regulação da SES-DF, com base em critérios clínicos. A ideia é usar os recursos de forma eficiente e garantir que os leitos hospitalares estejam disponíveis para quem realmente precisa.

Informação salva vidas — e melhora o SUS

A experiência do estudante Allan Montalvão, 27 anos, reforça a importância de saber usar corretamente o sistema. “Tive dor no estômago e fui direto ao hospital, mas lá me explicaram que a UPA poderia ter resolvido. A gente fica com medo, mas é importante saber quando procurar cada lugar”, conta.

Histórias como a de Allan mostram que a orientação adequada ajuda a evitar superlotação nos hospitais e melhora a qualidade do atendimento para todos.

Neste 5 de agosto, IgesDF e SES-DF reforçam o compromisso com a educação em saúde e a valorização do SUS no Distrito Federal. “Cada um de nós tem um papel nessa construção. Informar a população é fortalecer o sistema como um todo”, conclui Cleber Monteiro.

Com informações do IgesDF e da SES-DF

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