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Brasília

Trote sujo em debate na UNB

Arquivo Geral

10/07/2010 7h04

Da Redação
 redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Os trotes universitários são práticas frequentes em muitas universidades do País. O tema, agora, entra na pauta de discussões também da Universidade de Brasília (UnB). O motivo foram as reclamações da professora Luciana de Ávila Rodrigues, do Departamento de Matemática, com trote praticado pelos veteranos de Química.
Na última quinta-feira,  ela enviou uma carta ao Diretor do Instituto de Ciências Exatas, Norai Rocco, relatando que um grupo de estudantes havia entrado na sala de aula antes do término das atividades com um megafone. Além disso, houve uma explosão do lado de fora do prédio. Ao final, a professora avistou  fumaça vinda do banheiro e  descreveu ainda  que uma das alunas, amedrontada com a cena, chorava e teve que ser amparada por ela.

 

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), sabendo do ocorrido, incluiu o tema “trote sujo” na pauta de debates. “Este caso não é o primeiro nem o último. Constantemente há trotes que carregam violência e hierarquia entre veterano e calouro”, discorre o coordenador do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Thiago Magalhães.

 

O coordenador acredita que este tipo de atitude deve ser enxergada de forma mais séria e que  não gera nenhum tipo de integração entre os estudantes.    “O sentido verdadeiro do trote é distorcido com este tipo de prática, além de estigmatizar cursos e estudantes”, comenta Thiago.
A aluna Isabela Alonso, do segundo semestre de Química, participou do trote e alega que não houve nada  de cunho negativo ou que humilhasse os novatos. “Há aviso prévio. Inclusive, orientamos os calouros a trazerem roupas velhas, já que usamos tinta e fazemos brincadeiras”, conta a moça.

 

Leia mais na edição deste sábado (10) do Jornal de Brasília

 

 

 

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