Três homens encapuzados explodiram um caixa eletrônico que ficava dentro de um posto de gasolina localizado no entroncamento das rodovias DF–150 e DF-240, em Sobrandinho II. Dois funcionários foram feitos reféns, mas não sofreram agressões e passam bem. Até o fechamento desta edição, a polícia ainda não sabia quanto foi roubado.
Na manhã de ontem, dia do crime, peritos da Polícia Civil Criminalística averiguavam o local da explosão. Eles isolaram a área atingida.
O frentista Alessandro Pereira dos Santos, 23 anos, trabalha no posto há cinco meses e foi uma das vítimas dos bandidos. Segundo ele, o trio desceu de um veículo armado com duas pistolas e um revólver. “Eles não foram agressivos, mas roubaram nossos aparelhos celulares e R$ 250 que estavam conosco. Depois nos amarraram e nos obrigaram a deitar no chão próximo ao caixa. Ainda disseram para tomarmos cuidado com os estilhaços da explosão. Eles explodiram as máquinas utilizando bananas de dinamite. O estrondo na hora foi grande ,mas ninguém se machucou”, lembra.
De acordo com o funcionário, os bandidos levaram, no máximo, quatro minutos desde o momento em que renderam as vítimas até a fuga. Ainda assim, Alessandro disse considerar a região tranquila e contou que há mais de um ano algo similar não ocorria no posto.
Prejuízos
O caixa eletrônico ficava em um pequeno centro comercial, na parte de trás do posto, onde também há lojas de conveniência, lanchonetes e um salão de beleza. Não se sabe ao certo quanto a máquina armazenava no momento do crime, mas, segundo a Federação Brasileira de Bancos, um terminal como este contém quatro gavetas internas, que podem conter entre R$ 100 mil e R$ 150 mil.
Com a explosão, ouvida até por moradores das proximidades do posto de combustíveis, uma parte do dinheiro ficou queimada. Estilhaços também atingiram as lojas ao redor e um carro estacionado em frente ao comércio. Os vidros dianteiro e laterais do veículo foram quebrados e a lataria perfurada.
O proprietário do veículo, o taxista Sebastião Francisco Dourado, 43 anos, disse que deixou o carro estacionado no posto por acreditar que seria mais seguro. “Eu já estava trabalhando quando fui surpreendido com a ligação da polícia explicando o que havia acontecido. Eu tinha cancelado o seguro porque ia vender. Ficou o prejuízo”, lamentou o taxista.
Restaram apenas R$ 500
A área atingida pela explosão foi preservada por policiais civis até a chegada de um funcionário do banco responsável pelo caixa eletrônico, quando foi recolhida a quantia que restou no local e colocada em um carro forte. Cesar Augusto, representante da instituição financeira, disse que os acusados danificaram dois dos quatro cassetes (compartimentos de armazenamento de dinheiro) do caixa eletrônico. “Sobraram cerca de R$ 500, mas eu não posso levar esse dinheiro sem um carro forte, estamos aguardando”.
Suspeitos deixam itens para trás
Durante a fuga, os suspeitos deixaram para trás uma mochila, uma faca e uma máscara. Para o crime, eles utilizaram um VW Gol branco, com placa de Brasília, e provável fruto de roubo. O carro foi abandonado e encontrado por moradores da região completamente carbonizado, em uma estrada de terra a 1 km da Fercal.
Os funcionários do posto que foram feitos reféns prestaram depoimento a policiais do 13º Batalhão da PMDF que atenderam a ocorrência. Em seguida, o caso foi encaminhado para a 35ª DP (Sobradinho II). Agora, a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) está à frente do caso.
A Polícia Civil informou que há cerca de dez dias, explosivos foram roubados do depósito de uma empresa na Fercal e que, possivelmente, essa munição tenha sido utilizada neste crime. Os acusados continuam foragidos.
A PM informou que as rondas em Sobradinho II e Fercal são feitas por viaturas periodicamente. E que “o local tem suas peculiaridades e a polícia está atenta aos índices de criminalidade”.