Soraya Sobreira
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Comportamentos muitas das vezes justificados pela força do hábito, mas que representam risco potencial no trânsito. Falar ao celular, esquecer de colocar o cinto de segurança, comer, beber, e fumar enquanto dirige são só algumas das infrações cometidas diariamente nas ruas por motoristas que não se sentem inibidos pela fiscalização.
No DF, há cerca de cem agentes escalados para o trabalho nas ruas, quantitativo bem abaixo da média ideal estipulada pelas Organizações das Nações Unidas (ONU). A recomendação é de um agente para cada mil veículos. Com uma frota de 1,4 milhões, seria necessário, no mínimo, um quadro com 1.400 agentes na região.
Punidos ou não, os riscos que os condutores imprudentes provocam têm se tornado motivo de alerta. O doutor e chefe do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), Dirceu Rodrigues Alves, chama a atenção para dados preocupantes. “Do total de condutores pesquisados, ficou comprovado, em pesquisa, que somente entre 3% e 7% usam o cinto de segurança no banco traseiro. A infração é extremamente difícil de ser comprovada em uma blitz, principalmente, devido aos veículos antigos, pois eles possuem este equipamento apenas na parte abdominal”, explica Dirceu. Segundo ele, conscientização e fiscalização andam juntas.

Poucos agentes
O próprio Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran/DF) reconhece que a falta de fiscalização incentiva o desrespeito, mas justifica que o quadro de agentes contratados está abaixo do necessário. “A fiscalização não é onipresente, e temos um efetivo muito reduzido. Em março, dobraremos a quantidade de agentes. Estamos na fase final do concurso público que teve edital aberto no ano passado”, informa o diretor de policiamento e fiscalização, Nelson Leite.
O Detran não consegue fazer mais de duas operações ao mesmo tempo. “Temos que dividir estes agentes em cinco turnos de plantão cobrindo 24 horas. Conseguimos fiscalizar, mas não se consegue cobrir todos os locais. Depois da contratação, vamos expandir a rede de atuação. Nosso trabalho, que já é muito eficaz, vai melhorar ainda mais”, afirma. O diretor destaca que, em 2012, a equipe conseguiu fechar o ano com recorde de apreensão de veículos e de condutores por embriaguez.
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