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Brasília

Tosse: quando ir ao médico?

Jornal de Brasília

08/12/2020 9h44

Foto: Pixabay

A tosse é um reflexo involuntário do corpo humano. Quando o ar sai pela garganta, nariz e boca empurra para fora possíveis micro-organismos que estejam no caminho. Muitas vezes uma crise de tosse repentina é apenas o pulmão forçando uma expiração de ar, como um movimento de defesa do organismo, para liberar as vias respiratórias. 

A tosse pode ocorrer por um curto período e regredir espontaneamente. No entanto, também pode ser sintoma de várias doenças. Se durar mais de uma semana e interferir na rotina do paciente, é necessário procurar um especialista em clínica médica para avaliação, diagnóstico do quadro e o tratamento necessário. 

Sinal de alerta 

A tosse pode ser aguda, quando dura até três semanas, ou crônica, quando supera este período. Pode ser seca, quando não há a eliminação de catarro, e costuma ser uma das mais incômodas. Geralmente é resultado de outras condições, como algum processo alérgico, rinite, faringite, laringite, bronquite, asma, refluxo, pneumonia e tuberculose. 

No caso do novo coronavírus, a tosse seca não ocorre em todos os casos, mas costuma ser o segundo sintoma mais frequente depois da febre. Para ter certeza, deve ser feito o exame que detecta a doença. 

A tosse produtiva, quando há secreção, pode ocorrer tanto antes quanto após o tratamento das doenças, podendo sintoma de resfriado comum, tuberculose e até câncer de pulmão. 

Orientação 

Por ser um sintoma que incomoda, as pessoas podem optar inicialmente pelo atendimento via teleconsulta. Nessa modalidade, o clínico geral pode dar orientações sobre os procedimentos a serem adotados e o que deve ser observado nos próximos dias. 

Muitos reclamam da piora à noite. De acordo com os especialistas da Rede D’Or São Luiz, isso ocorre como defesa do organismo e pode estar associada à falta de hidratação ou a algum agente alergênico no ambiente. 

Geralmente a tosse pode ser aliviada com hidratação. O paciente deve, de preferência, ingerir líquidos quentes, como chás, permanecer em ambientes mais úmidos e bem ventilados e até fazer uso de umidificador de ar.  

Para amenizar a sensação de irritação na garganta, além das orientações anteriores, a pessoa pode consumir mel, fazer gargarejos com soro fisiológico para limpar a área, evitar ambientes com ar condicionado e não fumar ou ficar próximo de quem fuma. 

A automedicação não é recomendada. Xaropes ou pastilhas que funcionaram com parentes e conhecidos são contraindicados. Apenas o médico pode receitar o medicamento e a dosagem adequados para a situação 

A Organização Mundial da Saúde orienta que ao tossir ou espirrar em lugares públicos, sejam usado lenço, papel descartável ou antebraço para cobrir a boca. 

Casos mais urgentes 

Pacientes com hipertensão, diabetes ou que estão fazendo hemodiálise ou quimioterapia devem procurar atendimento médico imediato em caso de tosse. 

São sinais de agravamento do quadro a tosse persistente, que produz secreção e vem acompanhada por febre, indisposição, dor no peito, dores musculares, fraqueza, falta de ar, perda de peso, queda de pressão. Esse paciente deve ser levado para atendimento médico com rapidez. 

O mesmo é indicado se houver expectoração com sangue. Independente do volume expelido, é necessário buscar uma emergência hospitalar. Pode ser causada pela tuberculose, doença pulmonar obstrutiva crônica, bronquite, pneumonia e câncer de pulmão. Neste quadro, será necessária internação para acompanhamento e um tratamento que envolva especialistas de diferentes áreas.

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