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Brasília

Torre Palace é implodido após mais de 50 anos como ícone da capital

Inaugurado como um dos símbolos de luxo da capital federal, o Torre Palace foi idealizado pelo empresário libanês Jibran El-Hadj

Gabriel Resende

25/01/2026 10h25

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Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília

Às 10h01 da manhã deste domingo (25), a implosão do Torre Palace Hotel marcou o encerramento definitivo da história de um dos empreendimentos mais simbólicos do Distrito Federal.

Após mais de cinco décadas de existência, o prédio foi derrubado com o uso de aproximadamente 165 quilos de explosivos, cuidadosamente distribuídos entre o térreo e os pavimentos 1º, 2º, 3º e 7º. Ao todo, cerca de 600 metros dos pilares foram perfurados para a execução da operação.

A ação foi precedida por um amplo esquema de segurança, planejado para proteger moradores da região e o público que acompanhou a demolição.

As atividades começaram ainda às 6h, com o posicionamento das equipes envolvidas e a instalação do Posto de Comando. Uma hora antes da implosão, foram acionadas sirenes, feitos alertas por megafone, promovidas interdições em vias próximas e realizado o sobrevoo de helicóptero e drones para monitoramento da área.

Um marco da hotelaria brasiliense

Inaugurado como um dos símbolos de luxo da capital federal, o Torre Palace foi idealizado pelo empresário libanês Jibran El-Hadj. O edifício contava com 14 andares, 140 apartamentos e vista privilegiada para o Eixo Monumental, tornando-se referência na hotelaria de Brasília por décadas.

O hotel recebeu autoridades, diplomatas, empresários e diversas personalidades do esporte, da música e da televisão. Em outubro de 1973, por exemplo, hospedou jogadores do tricampeonato mundial da Seleção Brasileira, como Carlos Alberto Torres, Zé Maria e Rivellino. No mês seguinte, artistas como Jair Rodrigues e José Cipriano também passaram pelo local.

Após a morte de seu fundador, o empreendimento entrou em declínio. Fechado desde 2013, o prédio passou a sofrer invasões e atos de vandalismo, tornando-se foco de insegurança e degradação urbana até a decisão pela demolição controlada.

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