A Auditoria Militar do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) encerrou, na última sexta-feira, 8 de maio, a 1ª turma de 2026 do curso de Liderança Adaptativa. O projeto, pioneiro no Judiciário Brasileiro, foi idealizado e coordenado pela juíza Catarina Correa, titular da Auditoria Militar, em parceria com o juiz André Gomma, do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA).
Iniciado em fevereiro deste ano, o curso contou com a participação de quatro policiais militares da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). O instrutor foi o servidor da Auditoria Eduardo Esmeraldo, facilitador em Justiça Restaurativa. A iniciativa foi estruturada em três experiências formativas.
A primeira experiência consistiu em um diálogo restaurativo, no qual os policiais relataram os fatos que motivaram sua atuação, refletindo sobre sua vivência em relação aos acontecimentos e ao processo judicial. Nesse momento, também foram apresentados os objetivos e a metodologia do curso.
A segunda etapa correspondeu a grupos de suporte, realizados em turmas de até cinco participantes. Nessas reuniões, os policiais discutiram casos que os levaram à Justiça, bem como outras situações da carreira profissional com desfechos não satisfatórios. Os encontros utilizaram uma metodologia colaborativa, em que os participantes atuaram simultaneamente como integrantes e condutores das discussões.
A terceira experiência foi o curso de liderança adaptativa, ofertado no ambiente virtual do TJDFT, fundamentado na abordagem desenvolvida pelo professor Ronald Heifetz, da Universidade de Harvard. Essa etapa, destinada aos policiais beneficiados com a suspensão condicional da pena, buscou ressignificar sua passagem pelo Poder Judiciário e desenvolver competências socioemocionais para o aprimoramento do desempenho profissional.
Os participantes destacaram os impactos positivos da formação. O cabo Paschoal ressaltou a importância da reflexão sobre a responsabilidade na atuação policial e o aprendizado pela troca de experiências. “Nesse curso de liderança, aprendemos a fazer melhor o nosso trabalho de rua”, afirmou.
O soldado Guilherme enfatizou o ambiente acolhedor, que permitiu a expressão de sentimentos sem julgamentos e favoreceu o fortalecimento das relações humanas. O soldado Victor destacou a mudança de perspectiva no exercício da função, analisando situações com maior discernimento.
O sargento Reginaldo defendeu a ampliação da iniciativa, apontando sua relevância para que outros policiais reflitam sobre a atuação e aprimorem a tomada de decisões no cotidiano profissional.
A iniciativa reafirma o compromisso do TJDFT com a promoção de uma Justiça que se aprimora continuamente em prol da sociedade.
*Com informações do TJDFT