
O Tribunal do Júri do Distrito Federal condenou os autores do homicídio do designer gráfico Nilton Alves Boschini. O crime que ocorreu em 2013, foi motivado por um desentendimento, após a vítima reclamar da presença de três homens usuários de drogas em frente ao seu prédio, na QE 40 do Guará II. Os acusados teriam espancado a vítima até a morte.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o crime foi marcado pela futilidade e cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, pois, além da desvantagem numérica, o denunciado Moisés Maciel Pinto é conhecido lutador de Muay Tai no DF. O crime também foi cometido de forma cruel, porque Boschini foi espancado até a morte, tendo recebido golpes principalmente na cabeça, conforme laudo de exame de corpo de delito.
O terceiro réu, Alisson da Silva Vieira de Souza, foi condenado pelo júri popular, em setembro de 2014, a pena de 15 anos de reclusão por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e meio cruel.
No entendimento do MPDFT, os réus agiram com divisão funcional das tarefas, e, dessa forma, todos contribuíram de forma relevante para as condutas uns dos outros. A prisão dos acusados foi mantida pela Justiça, que entendeu que a conduta dos réus coloca em risco a manutenção da paz social.
Entenda o caso
No dia 10 de abril de 2013, segundo testemunhas, Boschini chegava em casa quando encontrou um grupo usando crack em frente ao prédio em que vivia com a esposa e a filha. Moradores da localidade reclamavam do grande fluxo de traficantes e usuários de drogas no local. Vizinhos disseram que, após uma discussão, viram três homens espancando o jovem. A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu no Hospital de Base.