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Brasília

TJDFT adere à campanha do CNJ contra violência doméstica

Iniciativa no Mês Internacional da Mulher conscientiza sobre sinais iniciais de abusos contra mulheres, que podem começar de forma sutil

Redação Jornal de Brasília

10/03/2026 17h32

Foto: Arquivo CNJ

Foto: Arquivo CNJ

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) aderiu à campanha ‘A violência não mora aqui’, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), durante o Mês Internacional da Mulher.

A iniciativa visa alertar a sociedade sobre os sinais iniciais de violência doméstica contra mulheres, que raramente começam com agressões físicas evidentes. Em vez disso, manifestam-se por meio de gestos sutis, frases aparentemente inocentes e atitudes repetitivas que criam um ambiente de controle, isolamento e medo. O objetivo é capacitar familiares, vizinhos, amigos, colegas de trabalho e as próprias mulheres a reconhecerem esses alertas, especialmente porque muitos convivem com comportamentos abusivos por tanto tempo que os consideram normais.

Para ilustrar, a campanha apresenta o caso fictício de Violeta, uma jovem de 23 anos que, inicialmente alegre e comunicativa, começou a se sentir angustiada devido às violências praticadas pelo companheiro. Ameaças, gritos e quebra de objetos geraram um clima de medo, levando-a a se isolar de amigos e familiares. Após compreender a situação por meio de orientações, Violeta conversou com amigas, ligou para o 180, recebeu suporte e solicitou medidas protetivas de urgência ao Judiciário. O juízo concedeu rapidamente o afastamento imediato do agressor do lar, proibindo sua aproximação.

Com as proteções em vigor, Violeta iniciou a reconstrução de sua vida, recuperando a segurança, o sono e sua voz. Embora fictícia, a história de Violeta reflete casos comuns atendidos por psicólogos e assistentes sociais no Judiciário.

A campanha enfatiza que os abusos não se limitam a relações heterossexuais ou amorosas. A Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2006) aplica-se a diversos contextos, como relações entre empregadas domésticas e empregadores, avós e netos, tios e primos, pais e filhas, ou ex-parceiros. Sinais de alerta incluem violência psicológica, patrimonial recorrente e ameaças.

Diante de tais situações, é essencial buscar apoio de pessoas próximas ou da rede especializada em violência contra a mulher. Entre os serviços disponíveis, destacam-se o Ligue 180, o 190, o 197 (opção 3 para delegacias especializadas), Casas da Mulher Brasileira, Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Centros de Referência de Atendimento à Mulher (Cram), Ministério Público, Defensoria Pública e Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

O tema será explorado na próxima matéria da série ‘A violência não mora aqui’. Acompanhe atualizações no site e nas redes sociais do TJDFT.

*Com informações do TJDFT

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