O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) abriu, em 31 de agosto, a exposição “A Arte do Povo das Ruas” no hall de entrada do Palácio da Justiça Ruy Barbosa, em Brasília. A mostra reúne 50 obras selecionadas por Kátia Giraldi, defensora pública do Estado de São Paulo e idealizadora do projeto.
A cerimônia foi conduzida pelo 2º vice-presidente do TJDFT, desembargador Teófilo Caetano, e contou com a presença do presidente da Corte, desembargador Jair Soares, do corregedor da Justiça do Distrito Federal, desembargador Arnoldo Camanho, da integrante do Comitê Nacional PopRuaJud do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), juíza Caroline Lima, e do secretário de Estado da Cultura do DF, Fernando Modesto, entre outras autoridades e servidores.

Ao abrir a exposição, o TJDFT destacou a iniciativa como forma de inclusão social e de valorização da dignidade humana. O presidente da Corte afirmou que acolher a mostra de pessoas em situação de vulnerabilidade é uma maneira de dar espaço para que elas divulguem sua arte. Já o 2º vice-presidente ressaltou que a exposição amplia o olhar da sociedade sobre as trajetórias de pessoas em situação de rua e confere visibilidade aos talentos inatos da pessoa humana.
A mostra foi concebida no contexto da Política Nacional de Atenção às Pessoas em Situação de Rua e suas interseccionalidades (PopRuaJud), cuja implementação no TJDFT está sob a coordenação da 2ª Vice-Presidência. Segundo o magistrado, a iniciativa também se relaciona às ações desencadeadas pelo Conselho Nacional de Justiça sobre o tema e ao esforço de promover o acesso das pessoas em situação de rua à integralidade do sistema de Justiça por meio de comitês regionais e outras ações.
A juíza Caroline Lima afirmou que a exposição convida o público a olhar com outros olhos para a população em situação de rua e destacou a força das obras, que, segundo ela, carregam a história pessoal de cada artista. A servidora do CNJ Bethlen Vieira disse que a proposta é trazer um olhar humanizado para essas pessoas e mostrar a conexão entre elas e a arte, por meio da qual acontece o resgate da identidade e a abertura de uma porta de possibilidades.
A exposição permanece aberta à visitação até 25 de setembro de 2026, de 12h às 19h, em dias úteis. O TJDFT convida magistrados, servidores, colaboradores e o público em geral a conhecerem as obras e refletirem sobre as histórias, talentos e perspectivas que elas revelam.