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Brasília

TJ determina prisão de dois policiais militares acusados de matar Antônio

Arquivo Geral

07/03/2016 8h17

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) decretou a prisão preventiva de dois policiais militares acusados de torturar o auxiliar de serviços gerais Antônio Pereira de Araújo.O crime aconteceu em maio de 2013.  

Segundo a Polícia Civil, o homem foi espancado e encaminhado para a delegacia de Planaltina com ferimentos graves, no entanto, morreu logo após ser liberado.

De acordo com os desembargadores, os PMs a estariam tumultuando o curso das investigações, ameaçando testemunhas e adulterando documentos. 

Memória

Antônio Pereira de Araújo saiu da casa de um familiar no Arapoanga, em 26 de maio de 2014, por volta de 14h40 da tarde. De acordo com a família, ele disse que ia para casa de um irmão situado no mesmo setor assistir ao jogo do Flamengo contra o Santos e ver a sobrinha recém-nascida.  Mas nunca apareceu por lá e nem retornou para casa.

Em 27 de maio, um policial conhecido da família informou que Antônio havia sido preso por seis policiais e levado para a 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina) após tentar invadir uma chácara no Setor Córrego do Atoleiro, de propriedade de um policial. Porém, ao chegar à unidade policial, um dos agentes do plantão informou que Antônio tinha sido liberado.

Em 28 de maio, a família registra no Ministério Público o desaparecimento de Antônio. O caso é transferido para a Delegacia de Repressão a Sequestro (DRS) após 67 dias. A DRS pede a quebra de sigilo telefônico dos seis policiais que estavam nas duas viaturas, da conversa de rádio das viaturas e o exame. A DRS informa que Antônio estaria vivo e bem. E teria sido visto em Formosa por quatro pessoas.

No dia 21 de novembro de 2013, um morador de Planaltina encontra a ossada de um homem perto da Quadra 16 do Buritis 3 em Planaltina. O Instituto de Medicina Legal (IML) constatou que os ossos eram mesmo de Antônio. Mas a causa da morte só foi revelada 60 dias depois. De acordo com o laudo, o auxiliar de serviços gerais foi provavelmente espancado, teve quatro costelas quebradas e foi morto por objeto contundente.

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