Uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) com a parceria da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) que avaliou a precisão dos teste que detectam se a pessoa está ou não infectada com a Covid-19 revela que eles têm até 99% de confiabilidade.
O estudo denominado de Validac?a?o de Me?todos para Diagno?stico e Estimativas de Prevale?ncia pela Infecc?a?o por SARS-CoV-2” é coordenada pelo professor Wildo Arau?jo, que usou como base para chegar a essa constatação da acurácia dos testes rápidos a população da Estrutural.
Segundo o docente, o primeiro modelo analisado foi do testes de diagnóstico sorológico: a coleta rápida de anticorpo – aquela que puncionava-se a polpa do dedo e a partir de uma gota de sangue se colocava no teste – e outra de laboratório chamada de quimioluminescência com o soro. Esta em que se colhe o sangue a partir da veia.
A primeira forma de testagem, ou seja, o teste rápido de anticorpo, foi menos eficaz (52,0%) do que o teste de quimioluminescência (80,7%) para detectar anticorpos (resposta da defesa do organismo) das pessoas.
Quando a avaliação da precisão foi realizada sobre o teste de antígeno, que é comparado ao RT-PCR – teste conduzido no laboratório da UnB – nas pessoas residentes da Estrutural que estavam com sinais e sintomas clínicos e procuraram para atendimento clínico na UBS da Estrutural, o resultado apresentou ter sensibilidade de 77%
“Esse tipo de testagem rápida de antígeno (que faz com amostra do nariz) detectou menos o vírus entre os doentes com Covid-19, mas consegue ter alta especificidade (99%), ou seja, se a pessoa não tem a Covid-19. O teste rápido se demonstrou excelente em conseguir gerar resultados negativos entre pessoas que de fato não tinham Covid-19”, explicou Wildo Arau?jo.
“Toda vez que surge uma nova doença infecciosa, precisamos entender, como poli?tica pu?blica, quantos ja? adoeceram. Isso serve para entender o perfil de quem fica doente, quais testes funcionam e quantas vacinas devemos comprar”, emenda ele.
A pesquisa tem dois interesses: o primeiro e? vericar o chamado grau de acura?cia dos testes sorolo?gicos da Covid-19. Depois, descobrir quantas pessoas de fato se infectaram com o Sars- CoV-2 no Distrito Federal.
A ideia do professor e? visitar pelo menos 6.800 domici?lios no Distrito Federal e fazer um verdadeiro raio-X da infecc?a?o do novo coronavi?rus em regio?es administrativas como Taguatinga, Ceila?ndia, Setor Sol Nascente, Plano Piloto e Estrutural.
Finatec: “Importante papel de gerenciar e cuidar da parte burocrática”
O projeto conta com o recurso de R$ 6,5 milho?es e tem gesta?o da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec). “A Finatec tem o importante papel de gerenciar e fazer todo o processo licitato?rio de contratac?a?o, compra de produtos, insumos e equipamentos. A parte burocrática”, avalia o coordenador da pesquisa.