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Brasília

Testemunhas do caso Villela começam a ser ouvidas

Arquivo Geral

10/12/2013 10h12

Começou, às 10h10, o julgamento dos dois primeiros réus do chamado Caso Villela. O ex-porteiro Leonardo Campos Alves, 47 anos, e Francisco Mairlon Barros Aguiar, 24 anos, são acusados de matar  o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, a mulher dele, Maria Carvalho Mendes Villela, e a empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva, com golpes de faca, em 2009. 

Leonardo foi preso em 15 de novembro de 2009, em Montalvânia (MG). O delegado da cidade, Renato Nunes Henrique, é a primeira testemunha a falar. Em depoimento, ele disse  que acredita que um mesmo crime que ocorreu nessa epoca foi uma tentativa de queima de arquivo contra o Francisco.

São 17 testemunhas, sendo sete de acusação, cinco comuns, quatro em defesa de Leonardo e uma de Francisco Mairlon. O advogado do ex-porteiro disse, nesta manhã, que a estratégia vai ser negar a acusação. Segundo Igor Abreu, Leonardo foi torturado e, desde 2010 pediu o anexo das provas contra seu cliente, mas até agora não teve resposta. 

Alegando falta de provas e pela falta de testemunha, Igor tentou adiar o julgamento, mas o juiz Fábio Esteves, não aceitou. 

Quatro acusados respondem pelo crime. Os outros dois, Adriana Villela, filha do casal assassinado e apontada como mandante do crime, e Paulo Cardoso Santana recorreram e aguardam o julgamento dos recursos.

Investigação

A denúncia foi recebida em outubro de 2010. Em maio deste ano, os réus foram pronunciados para responder por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas.

As investigações contaram com supostas provas plantadas e até com a participação de uma vidente. O ex-porteiro mudou a versão dos fatos pelo menos duas vezes. No primeiro depoimento, teria confessado o crime. Em outra ocasião, negou a participação. Depois, teria dito que foi torturado para confessar. 

Depoimentos

O ex chefe da Córvida e testemunha de acusação Luiz Giulião Ribeiro afirmou que duas cartas escritas pelas vítimas chegaram a conhecimento da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Segundo ele, o teor destas seria sobre um conflito entre Adriana e seus pais. Ele também disse que a relação entre Adriana e o pai era conturbada e que os dois chegaram, inclusive, a se agredirem fisicamente.

A testemunha também informou que, no dia do crime, uma mulher que atuava como empregada de serviços gerais em um prédio vizinho disse ter visto uma pessoa com as características de Adriana Vilela nas proximidades do edifício. Segundo ele, esta mulher teria prestado depoimento na 1ª Delegacia de Polícia.

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