Após assembleia por parte do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), na terça-feira (22), programar uma nova manifestação e possível paralisação para quinta (24), o governador Ibaneis Rocha voltou a falar em uma movimentação de caráter essencialmente político, nesta quarta (23).
“Eles estão no direito de se manifestar e eu não tenho que interferir em nada nesta questão. Tem um movimento político que temos que respeitar, feito pela presidente do sindicato, candidata ao governo, como já colocou”, disse o chefe do Executivo, após assinatura da ordem de serviço para a construção do viaduto de Sobradinho e adequação viária da BR-020, em evento realizado no canteiro central da BR-020, no local.
A professora filiada ao PT, Rosilene Corrêa, é pré-candidata ao GDF e informou um pouco da situação dos professores em uma nota publicada no site do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF).
“A conjuntura é muito dura para nós, professores e professoras, orientadores e orientadoras educacionais, assim como é para toda a classe trabalhadora. As pautas econômicas e sociais estão ameaçadas por políticas que precarizam a educação pública. Por isso, mais que nunca, precisamos estar mobilizados e unidos”, destacou Corrêa. A categoria afirma que está há sete anos sem reajuste salarial. Especificamente, desde março de 2015, quando foi atualizada a última tabela salarial. Até janeiro deste ano, a inflação acumulada pelo INPC é de 49%.
Sobre a questão de remuneração, Ibaneis rechaçou qualquer compensação no momento e confirmou o pagamento da terceira parcela do reajuste salarial. “Não estou tratando de nenhum tipo de recomposição, pois já concedemos tudo aquilo que era possível, que é a terceira parcela, que será paga no mês de abril”, finalizou.