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Brasília

Tempo seco no Distrito Federal exige cuidados redobrados com as crianças

Especialistas orientam sobre hidratação, roupas leves e atenção aos sinais de desidratação

Redação Jornal de Brasília

22/08/2025 17h05

Foto: Divulgação/IgesDF

Foto: Divulgação/IgesDF

O Distrito Federal enfrenta mais um período de seca rigorosa. Nesta semana, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta para a baixa umidade relativa do ar, que nos últimos dias variou entre 20% e 12%. A condição eleva o risco de incêndios florestais e afeta diretamente a saúde da população, sobretudo das crianças, mais vulneráveis à desidratação, alergias, problemas respiratórios, ressecamento da pele e desconfortos nos olhos, boca e nariz.

A pediatra Karina Guimarães, da enfermaria do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), destaca cuidados simples que podem minimizar os efeitos do clima seco. “É importante escolher roupas leves e arejadas, de preferência em cores claras, que não retêm tanto calor. Peças como camisetas regatas e shorts de tecidos frescos ajudam a evitar a sudorese intensa e a desidratação”, orienta.

Entre as queixas mais comuns recebidas no hospital estão os olhos ressecados. Para esses casos, a médica recomenda lágrimas artificiais, desde que utilizadas sob indicação. Outro aliado é o umidificador, que deve ser higienizado a cada uso para não acumular fungos. “À noite, o aparelho no quarto ajuda as crianças a dormirem melhor e reduz a tosse causada pelo ar seco”, explica.

O protetor solar também deve ser incluído na rotina. De acordo com a especialista, o produto deve ser usado diariamente, inclusive em bebês a partir dos seis meses. “O guarda-sol também é uma boa medida para evitar exposição solar excessiva”, acrescenta.

A criatividade tem ajudado famílias a enfrentar os dias de calor. O morador do Gama Kamiram Lisboa, tio do pequeno Ravy, de 7 anos, conta que procura atividades ao ar livre nos fins de semana. “Criança não tem paciência de ficar presa em casa. O pesque-pague tem sido uma ótima opção: ele se diverte, se refresca e ainda aproveita o contato com a natureza. Claro, sempre hidratado e usando protetor solar”, relata.

Na alimentação, a hidratação pode vir de frutas e sucos. A nutricionista da pediatria do HRSM, Isabella Miranda, lembra que muitas crianças resistem a beber água, mas alternativas naturais ajudam. “Frutas como melancia, melão e laranja são ricas em água. O suco natural, sem açúcar, além de hidratar, contém fibras que auxiliam na digestão. Água de coco também pode ser oferecida, desde que não haja restrição médica. Outra forma criativa são os picolés e geladinhos de frutas, que fazem sucesso entre os pequenos”, indica.

Pais e responsáveis devem estar atentos a sinais de alerta. “Febre, tosse, coriza ou diarreia podem indicar desidratação. Em casos de asma, rinite ou bronquite, é fundamental manter a medicação conforme orientação médica. Mudanças de comportamento também devem ser avaliadas por um especialista”, reforça Karina.

Com informações da Agência Brasília

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