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Brasília

Técnico da seleção feminina de vôlei alerta: não será decepção se Brasil ficar fora da semifinal

Arquivo Geral

06/02/2008 0h00

Escaldado por enormes cobranças depois da perda dos títulos mundial, pan-americano e do Grand Prix, o técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães resolveu adotar um discurso extremamente cauteloso para as Olimpíadas de Pequim. Isso porque ele prevê uma competição dificílima na China e, mesmo com o Brasil ocupando o topo do ranking mundial, não descarta a hipótese de cair antes das semifinais.

“Podemos conquistar uma medalha e vamos lá para isso, temos muito potencial, mas não será nenhuma tragédia se o Brasil não ficar nem entre os quatro finalistas, tamanho é o equilíbrio”, destacou o treinador, em entrevista ao Jornal do Brasil. Da mesma forma que fez logo após a Copa do Mundo, ele apontou a Itália como grande favorita ao primeiro lugar no pódio. “É o time a ser batido”, analisou, reforçando o impacto positivo que a cubana naturalizada Aguero deu à equipe européia.

Zé Roberto listou ainda China, Rússia, Cuba, Estados Unidos, Sérvia e Polônia como candidatas ao título em Pequim. A seleção brasileira feminina de vôlei não fica entre as quatro melhores equipes de uma Olimpíada dsde Seul-1988, quando terminou na sexta colocação. Desde então, foram dois bronzes (Atlanta-1996 e Sidney-2000) e dois quartos lugares (Barcelona-1992 e Atenas-2004).

Sobre a convocação da seleção feminina para Pequim, ele deixou claro que apenas quatro jogadoras têm vaga assegurada: Fofão, Waleswka, Jaqueline e Paula Pequeno. “No meio e na posição de oposto ainda tenho dúvidas. Preciso de jogadoras versáteis. Quem souber jogar em mais de uma posição, fica”, destacou.

Outros requisitos exigidos por Zé Roberto é boa forma física (“Quem estiver com bumbum grande está fora da lista”), titularidade absoluta no clube e disciplina, este último um aspecto que ele deixa claro que faltou a atacante Mari, cortada às vésperas do Grand Prix e afastada da equipe principal desde então. 

“A Mari e outras jogadoras precisam entender que seleção é coisa séria. Ela é talentosa demais, mas para estar na seleção é preciso se comportar como tal. Empenhar-se, ter disciplina. Não vou levar jogadora que não está com vontade de treinar. E o recado não é só para a Mari. São as jogadoras que se convocam”, esbravejou. De acordo com o planejamento da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), a seleção feminina começa a treinar em Saquarema no mês de maio, logo após o término dos campoeonatos nacionais.

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