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Brasília

Técnica de enfermagem é presa suspeita de tentar retirar bebê de hospital do DF

Identificada como Eliane Borges Tavares Dias Vieira, a mulher tentou sair com a criança sem autorização, mas foi contida por seguranças da unidade. A equipe acionou então a Polícia Militar.

Redação Jornal de Brasília

30/03/2026 20h08

Foto: David Damasceno/IgesDF

RAQUEL LOPES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

Uma técnica de enfermagem de 44 anos foi presa em flagrante suspeita de tentar retirar um bebê recém-nascido do Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal, na tarde de sábado (28).


Identificada como Eliane Borges Tavares Dias Vieira, a mulher tentou sair com a criança sem autorização, mas foi contida por seguranças da unidade. A equipe acionou então a Polícia Militar.


Em depoimento à Polícia Civil, ela afirmou que se tratava de uma “brincadeira” para testar a atuação da segurança e disse que não pretendia causar prejuízo ao trabalho.


Advogada de Eliane, Graziella Bitencurt afirmou que não irá comentar detalhes do caso neste momento. Disse, porém, que a suspeita passou recentemente por “grave abalo emocional” após a morte do filho, em junho de 2025, no Chile, onde ele havia se mudado em busca de oportunidades.


De acordo com a defesa, a investigada ficou afastada do trabalho por um período prolongado e retornou apenas em janeiro de 2026, mantendo acompanhamento médico e uso de medicação.


O Iges-DF (Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal) disse, em nota, que mantém equipes de segurança treinadas e protocolos rígidos de controle, identificação e circulação, especialmente em maternidades, para garantir a proteção de pacientes e recém-nascidos.


Segundo o instituto, a profissional foi afastada imediatamente, e o caso está sob análise das áreas competentes para eventual responsabilização administrativa e legal.


No domingo (29), ela passou por audiência de custódia e foi liberada pela Justiça, com medidas cautelares. Entre elas, está a proibição de deixar o Distrito Federal por mais de 30 dias sem autorização judicial.


A decisão também determina que ela mantenha distância mínima de 300 metros do hospital, salvo em caso de urgência médica, e proíbe o acesso a unidades neonatais, como maternidades, centros obstétricos, UTIs neonatais e berçários, durante a investigação e eventual ação penal.

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