Uma determinação da Secretaria de Transportes provocou polêmica entre os taxistas antes mesmo de entrar em vigor. A norma, prevista para valer a partir de segunda-feira, prevê a padronização da roupa dos profissionais que atuam na área central e no Aeroporto Juscelino Kubitschek. A insatisfação da categoria é grande e o governo já fala em alterar as regras.
A Setrans estabeleceu que homens devem vestir traje social, a começar pela camisa, de cor única e clara, preferencialmente branca, creme ou bege. São permitidas calças pretas ou azuis marinho, combinando com as meias, cintos e sapatos. Para as mulheres, a orientação é usar camisa social com calça ou saia na altura ou abaixo do joelho. Para ambos os sexos, deve-se optar por tecido sarja, oxford, linho, microfibra ou similar.
Insatisfação
Já existe uma lei anterior, definindo o uso da roupa social, mas sem a limitação de cor. O taxista Francisco Anísio, 68 anos, alega que sempre se vestiu conforme as regras, e não concorda com o novo regulamento. “É um absurdo essa cobrança de cores. O importante é estar limpo e vestido com roupa social”, argumenta.
Ana Paula Gomes, 35, por sua vez, diz que precisa de uma roupa adequada ao clima tropical. “Eles querem definir uma roupa fechada. Aqui em Brasília é muito quente, tem que ser uma roupa mais leve”, justifica a colega de profissão.
Não são só os taxistas que discordam da determinação. Usuária do serviço, a produtora de cinema Shanti Cordeiro, 40 anos, acredita que existem outras preocupações mais importantes. “Eles não precisam de uniforme. O que eles precisam é ter o carro próprio”, frisa.
Já o estudante de Anápolis (GO) Marco Antônio Sousa, 23, tem opinião diferente: “Com o uniforme o turista consegue identificar melhor o profissional”.