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Brasília

Taxista acusado de matar a mulher no Recanto das Emas se entrega à polícia

Arquivo Geral

07/08/2018 18h11

Foto: Reprodução

João Paulo Mariano
redacao@grupojbr.com

Dois dias após a morte de Marília Jane de Souza, 58 anos, o acusado do crime, seu marido, Edilson Januário de Souto, 61, se entregou à Polícia Civil, na tarde desta terça-feira (7). O feminicídio ocorreu no último domingo (5) e foi o primeiro dos três casos mostrados pelo Jornal de Brasília, nos últimos três dias. Segundo a investigação, ele deu quatro tiros na mulher que era sua companheira há mais de 13 anos.

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O caso ocorreu, por volta das 20h30, na casa onde moravam, na quadra 405 do Recanto das Emas. O homem se entregou junto a seu advogado na 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas), responsável pela investigação. O taxista era considerado foragido, pois a Polícia Civil o havia indiciado por feminicídio nessa segunda-feira (6). Hoje, o pedido pela prisão temporária dele – aquela que não tem prazo para vencer – foi deferido pela Justiça . Dessa forma, apesar de não ter ocorrido o flagrante, ele permanece preso para cumprir a decisão judicial e deve ser encaminhado para o Departamento de Polícia Especializada (DPE).

A delegada da 27ª DP, Patrícia Luzio, explica que ainda que ele não tivesse se entregado, ele seria detido, já que as investigações estavam avançadas e haviam algumas denúncias sobre o paradeiro dele. “Ele sabia que estava encurralado”, afirma. Para a investigadora, Edilson Januário disse que, desde domingo, ficou dentro de seu carro perambulando pelos municípios do Região Metropolitana de Brasília, parando apenas para se alimentar em postos de gasolina. Isso até o momento em que decidiu se entregar.

Delegada da 27ª Delegacia de Polícia, Patrícia Luzio. Foto: Myke Sena/Jornal de Brasília

Poucas palavras

Na delegacia, o taxista Edilson pouco falou. Segundo a delegada Patrícia, ele disse que iria se pronunciar apenas em juízo e que achou estranho ver sua imagem na mídia relacionado a um caso como este, uma vez que teria visto tantos outros ocorrerem.

“Ele não nega ou confessa. De vez em quando, até parece que queria falar mais sobre o assunto, mas se interrompia”, relata a delegada. Para ela, o acusado mostrava mais abatimento pela situação de estar preso do que pelo crime brutal.

Um fato que a Polícia ainda investiga é o local da arma do crime. Edilson alegou que não sabe onde está o instrumento utilizado para matar a esposa. O mesmo não tinha registro após o Estatuto do Desarmamento e era considerado irregular.

O crime
A suspeita é de que Edilson tenha passado o domingo bebendo. Quando chegou em casa, por volta das 20h, discutiu com a esposa por um motivo desconhecido. Eles brigaram e o taxista pegou uma arma dentro do cofre da residência.

Segundo a Polícia Civil, pela dinâmica, Marília tentou fugir de dentro da casa, mas um tiro, fatal, acertou no tórax dela. Uma vez que ela estava desfalecida, o marido retirou o corpo da entrada da casa, tirou o carro dele e ainda guardou o dela. Depois, trancou o portão e fugiu.

“Tem que meter a colher sim!”

A delegada Patricia Luzio é integrante da corporação há quase duas décadas e afirma que casos como esse mostram que a sociedade ainda tem muito para mudar. Apesar disso, ela comemora que, neste dia em que se completa 12 anos da sanção da Lei Maria da Penha, há mais instrumentos legais para a proteção de vitimas de violência doméstica.

“Antes da Lei, a mulher chegada, a gente ouvia, fazia ocorrência e deixava ela ir porque não tinham muitos instrumentos. Hoje, a gente tem medida protetiva, pode manter o agressor preso e a mulher tem mais segurança”, alega. Em vídeo, a delegada explica como a Polícia e a sociedade trabalham para proteger as mulheres.

Dois dias após a morte de Marília Jane de Sousa Silva, o acusado do crime, Edilson Januário de Souto, 61 anos, marido da vítima, se entregou à Polícia Civil, na tarde desta terça-feira (7). O feminicídio ocorreu no último domingo (5) e foi o primeiro dos três casos mostrados pelo Jornal de Brasília, nos últimos três dias.

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