Jornal de Brasília

Informação e Opinião

Brasília

Taxa de contaminação aumenta mesmo com decretos distritais

“Só vai diminuir com conscientização”, diz secretariado do GDF. Segundo a Casa Civil, o índice é maior no período noturno

Foto: Vitor Mendonça/ Jornal de Brasília

Cezar Camilo
[email protected]

O secretário-adjunto de Assistência à Saúde da Secretaria de Saúde, Petrus Sanchez, disse que a taxa de isolamento social não chega a 40% no Distrito Federal, mesmo com as medidas restritivas impostas pelo governador Ibaneis Rocha (MDB).

Houve um aumento alarmante no nível de contaminação no DF. “Mesmo com os decretos, a taxa que estava em 0,38 chegou a 1,38 nesta segunda-feira”, disse o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha. Ou seja, cada 100 pessoas infectadas transmitem para outras 138.

“O que aconteceu em 2020 é diferente do atual cenário, o isolamento foi maior, chegava a 60%. Hoje, mesmo com as medidas restritivas, não chegamos a 40% no DF”, relatou Sanchez.

A primeira reunião de uma série diária de coletivas do Governo do Distrito Federal (GDF), nesta segunda-feira (8), apresentou as atualizações de medidas adotadas a fim de conter o avanço do novo coronavírus na capital.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a Secretária de Estado em Saúde (SES-DF), entre o dia 10 de fevereiro até a hoje, 88 leitos exclusivos para Covid-19 foram reservados para a rede pública de atendimento. Com o aumento da média móvel de mortes, a Assistência à Saúde espera chegar próximo aos 400 leitos de UTI nos próximos dias.

Porém, segundo Sanchez, a melhor gestão não se restringe a ampliar os leitos. “Se não tivermos controle sobre a doença, vamos consumir todos os leitos disponíveis. Por isso, é importante trabalharmos em conjunto com a população para ter ciência de que todos temos participação direta nessa luta”, ponderou o secretário-adjunto da SES-DF.

“Na medida em que abrimos novos leitos, eles são ocupados no mesmo momento”, descreveu o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, durante a coletiva. Desde que começou a crise sanitária, mais 264 camas foram adicionadas ao sistema público de saúde.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o secretariado, o maior índice de contaminação ocorre no período noturno. “A Saúde entendeu por bem fazer durante o horário da noite, onde percebemos mais aglomerações e desrespeito às medidas de segurança sanitária”, ressaltou o chefe da Casa Civil.

Quanto à permanência das atividades presenciais em instituições de ensino e academias, o GDF apontou um baixo nível de infecção do novo coronavírus nestes locais. “Houve uma flexibilização em academias e escolas porque uma pesquisa da Secretaria demonstrou que os índices de contaminação nestes lugares é bem pequeno”, justificou Gustavo Rocha.

A taxa de ocupação dos espaços para atendimento de pacientes adultos na UTI permanece alta na capital. Nesta segunda-feira (8), a Saúde registrou ocupação de 93%. De acordo com a Secretaria, a rede pública conta com 17 leitos de tratamento intensivo disponíveis para pacientes com covid-19, de um total de 263.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o secretário-adjunto de Vigilância em Saúde do DF, Divino Valero, a atual situação da crise sanitária no DF pode ser considerada como o “pico dos picos”. Mas a esperança de uma nova remessa de vacinas, enviadas pelo Ministério da Saúde, impulsiona a pasta a acreditar na superação do desafio.

“Existe uma expectativa para que os índices de infecção pelo novo coronavírus diminuam nos próximos 15 dias, acreditamos que seja um efeito Carnaval”, relatou o subsecretário ao Jornal de Brasília. “A SES-DF está fazendo um esforço muito grande para que continuemos no mesmo padrão de atendimento independente da origem dos pacientes. Temos uma demanda muito grande de outros estados, principalmente do Entorno, isso sobrecarrega muito o atendimento da capital”, pondera Valero.






Você pode gostar