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Brasília

Suspeitos de atos de vandalismo no DF são presos

Até às 10h, quatro pessoas haviam sido presas, sendo uma delas no DF, um no Rio e dois em Rondônia

Willian Matos

29/12/2022 7h55

Imagens do vandalismo causado em Brasília no último dia 12. Foto: AFP

A Polícia Federal (PF) e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta quinta-feira (29), suspeitos de participarem de atos de vandalismo na capital no último dia 12. Foram expedidos 11 mandados de prisão temporária e 21 de busca e apreensão, a serem cumpridos no DF e em sete estados.

A operação é ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além do DF, os estados onde os mandados vêm sendo cumpridos nesta manhã são: Pará, Tocantins, Ceará, Rio, São Paulo, Rondônia e Mato Grosso. A operação foi batizada de Nero, fazendo referência ao imperador romano que ateou fogo em Roma.

Até às 10h, quatro pessoas haviam sido presas, sendo uma delas no DF, um no Rio e dois em Rondônia. A mulher detida em Brasília é Klio Hirano. Nas redes sociais, ela tem diversas postagens publicadas em acampamento em frente ao QG do Exército, onde manifestantes pedem uma intervenção das Forças Armadas para evitar a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

Klio Hirano ao lado do presidente Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução/Facebook

Os presos ficarão em detenção temporária por cinco dias. Depois, haverá julgamento para tornar ou não as prisões preventivas.

O ato vandalista ocorreu na noite do dia 12 de dezembro, após a prisão do indígena bolsonarista José Acácio Serere Xavante. Os suspeitos tentaram invadir a sede da PF com o objetivo de resgatar Xavante. Após serem frustrados, teriam dado início ao quebra-quebra no Plano Piloto, destruindo carros, ônibus coletivos e monumentos públicos e privados.

“O conjunto da investigação buscou identificar e individualizar as condutas dos suspeitos de depredar bens públicos e particulares, fornecer recursos para os atos criminosos ou, ainda, incitar a prática de vandalismo”, informa a PF.

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