Além da falta de médicos no Hospital Regional de Ceilândia, pacientes convivem com a insegurança. Na tarde de ontem, um homem acabou detido pelas pessoas que aguardavam atendimento por suspeita de praticar atos obscenos.
De acordo com o comerciante Valber Vieira, 43 anos, que estava com a filha Lorrane Aguiar, 18, o homem começou a praticar movimentos de cunho sexual dentro do hospital.
O suspeito teria dado fim aos gestos obscenos quando a multidão que esperava atendimento o cercou e o ameaçou de agressão. Foi preciso chamar os seguranças para impedir o linchamento.
Polícia
Os pacientes procuraram a Polícia Militar para denunciar o caso. A guarnição de prefixo número 1.666, do 8º Batalhão, chegou a abordar o homem já fora do hospital, mas o liberou porque ninguém teria se manifestado para registrar a ocorrência.
A versão dos PMs, porém, foi contestada por Valber. “Todo mundo aqui reclamou deste homem. Os policiais não falaram com ninguém para ir à delegacia. Eles não quiseram mesmo fazer nada”, queixa-se.
A respeito do caso, a assessoria de imprensa da PMDF informou, nesta segunda-feira (28), que foi feita uma pesquisa no sistema e na unidade em tela e a viatura 1666 está baixada desde o dia 22 de maio deste ano. Ainda de acordo com a corporação, trata-se de “uma viatura administrativa, não sendo usada para serviço operacional, isto é, atendimento de ocorrências”.