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Brasília

Suspeito de assassinato no Recanto das Emas é preso

Arquivo Geral

17/10/2014 19h30

Paulo Simplício de Araújo, 33 anos, suspeito de ter matado o colega de trabalho Moisés Mendes Alves, 32, foi preso e condenado por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e ocultação de cadáver. O criminoso foi encontrado em Mogi das Cruzes, município do interior de São Paulo, na terça-feira (14) e transferido para Brasília na noite da última quinta (16). Ele confessou o assassinato e poderá pagar pena de 14 a 33 anos de prisão.

O homicídio ocorreu após Moisés ter sido contratado para o cargo de cuidador de cavalos, anteriormente ocupado por Paulo, que passou a ter outras funções na fazenda. A substituição irritou o criminoso e o motivou a praticar o homicídio. “Ele atrasou meu serviço, eu gostava de trabalhar lá, mexer com cavalo”, afirma Paulo. A vítima foi morta com um tiro na cabeça.

Segundo o delegado da 27ª Delegacia de polícia do Recanto das Emas, Pablo Aguiar, o criminoso é uma pessoa bastante fria e “não se mostra arrependido. Ele diz que acreditava que um dia seria preso e responderia ao ato praticado”.

Após cometer o crime, Paulo fugiu para o Pernambuco e, em seguida, para São Paulo, onde tinha uma oportunidade de emprego como cuidador de cavalos. Com as investigações, os militares descobriram que o assassino se localizava no interior do estado. Quando encontrado, o suspeito trabalhava na grande Guarulhos. A equipe de PMs do DF contaram com o apoio de Policiais Civis do local.  

A arma do crime ainda não foi encontrada. A polícia continuará as investigações para localizá-la e apreendê-la. Segundo Paulo, a arma foi comprada na Bahia há dois anos e, após o crime, foi entregue para uma boca de fumo. 

Entenda o crime

Na noite do dia 23 de agosto, enquanto a vítima dormia na fazenda, localizada às margens da BR-060, no Recanto das Emas, Paulo entrou no mesmo quarto e disse que dormiria ali. O criminoso confessa que atirou três minutos depois. Com um tiro na cabeça, Moisés morreu na hora. O criminoso colocou o corpo em um carrinho de mão, levou até uma cisterna, onde jogou o corpo. “Matei porque ele foi atrapalhar meu serviço”, afirma.

Os funcionários do local sentiram falta de Moisés e acionaram a polícia. Uma semana depois, o corpo foi encontrado no interior da cisterna. Como o suspeito também havia sumido no mesmo período, os militares começaram a desconfiar de que ele poderia estar envolvido com o assassinato. 

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