Jéssica Antunes e Douver Barros
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Daniel Sousa de Andrade, de 21 anos, suspeito de matar e roubar o estudante Arlon Fernando Silva, de 29, no dia 7 de dezembro de 2017, já cumpria prisão domiciliar por um crime semelhante. Daniel é conhecido por Scooby e foi apontado por cinco testemunhas como autor do crime. À ocasião, Arlon pedalava por uma ciclovia no Eixo Monumental, quando foi esfaqueado e teve a bicicleta roubada.
“Buscamos a identificação do Daniel e vimos que ele já é autor identificado e condenado de um roubo nas mesmas circunstâncias, ocorrido perto do Museu do Índio. Ele deu pauladas em um militar do Exército, que se recuperou e o alvejou”, disse o delegado Rogério Henrique Oliveira, responsável pelas investigações. De acordo com Oliveira, Daniel foi condenado, ficou preso durante quatro meses e está em prisão domiciliar.
O modus operandi é o mesmo – se esconde atrás de árvores e aborda as vítimas de forma violenta. “Acreditamos que ele tenha cometido um roubo nas mesmas circunstâncias em maio – facada em um servidor do TJ, que sobreviveu”, afirmou o delegado. De acordo com ele, Daniel agia sempre atrás de bicicletas. Ele usava o transporte por um período e depois vendia. Por isso, ele sempre era visto com bikes diferentes. Segundo as investigações, Daniel agia sozinho.
Para a PCDF, não há dúvidas que Daniel é autor do fato. “Temos diversas testemunhas que confirmaram que o viram usar a bicicleta e que se vangloriava do crime. Um amigo íntimo confirmou que comprou as peças remanescentes da bike por R$ 500. Até então não tínhamos elementos que robustecessem o pedido de prisão, possível após a apreensão da PMDF”, diz Rogério Henrique Oliveira.
O suspeito de ser o receptador da bicicleta foi preso pela Polícia Militar do DF, no condomínio Del Lago, no Itapoã, que foi preso em flagrante com as peças desmontadas sobre o guarda-roupa. Na residência, Luiz Carlos dos Santos Ramos, de 22 anos, indicou a localização de partes da bicicleta, modelo mountain bike GT Avalanche Elite. Rodas, sistemas de freios e manetes foram apreendidos e levados para a 5ª Delegacia de Polícia. Em depoimento, o homem confessou que comprou a bicicleta, repassada pelo autor do latrocínio.

Luiz Carlos dos Santos, de 22 anos, foi preso pela Polícia Militar do DF

Divulgação
Caso Arlon Fernando
Aluno de doutorado em física da Universidade de Brasília (UnB), Arlon Fernando da Silva foi assassinado aos 29 anos em uma noite de quinta-feira na ciclovia da S1, no Eixo Monumental, em frente à Câmara Legislativa e a poucos metros do Palácio do Buriti. Ele voltava para casa, no Sudoeste, de bicicleta, como costumava fazer diariamente.
Arlon sofreu uma perfuração grave na axila esquerda e outras na mão e no braço. O estudante pediu ajuda aos motoristas que trafegavam na via e chegou a ser socorrido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital de Base. O laudo do Instituto Médico Legal saiu dez dias após o crime e apontou lesão causada por tentativa de defesa.
O crime é investigado pela 5ª Delegacia de Polícia como latrocínio (roubo seguido de morte). Um adolescente de 14 anos, morador do Setor O, em Ceilândia, chegou a ser apreendido como suspeito. O rapaz confessou a participação no crime em uma conversa informal com os investigadores, mas, em seguida, mudou a versão, negando a autoria do assassinato. O jovem foi liberado porque a polícia não encontrou indícios suficientes para ligar o jovem ao latrocínio ele foi liberado.