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Brasília

Suposto terrorista que fez funcionário refém em hotel é transferido para a Papuda

Arquivo Geral

03/10/2014 11h38

Foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda (CPP), na manhã desta sexta-feira (3), o homem que causou pânico ao fazer refém um funcionário do Hotel St. Peter, localizado no Setor Hoteleiro Sul, na última segunda-feira (29). Jac Souza dos Santos, de 30 anos, estava preso preventivamente na carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE).

Defesa

Segundo o advogado de Jac, Carlos André do Nascimento,  familiares do rapaz estão trazendo documentos que comprovam o atendimento clínico dele em Tocantins. “Há relatos de familiares de que ele já teve problemas da ordem psicológica”, relata. Nascimento reforça que seu cliente está transtornado com a política nacional

Na terça-feira (30), entraram com um pedido de liberdade provisória, que foi negado pela Justiça. Jac deve responder por sequestro e cárcere privado.

Entenda o Caso

Na manhã de segunda-feira (29), Jac Souza dos Santos estava armado e mantinha o mensageiro do hotel, de 60 anos, algemado e vestido com colete de explosivos  em seu corpo. Ele ameaçava explodir se não tivesse as reinvidicações atendidas até as 18h.

Próxima das 15h, o perímetro de segurança que era de 30 metros passou para 60 metros e todos os prédios ao redor do hotel foram esvaziados, entre esses, o prédio dos Correios. Segundo informações da polícia, o sequestrador estava irredutível e as negociações complicadas. O homem deixou três cartas de despedida em Tocantins, onde mora, para sua família pedindo desculpas por um ato que ele viria a cometer. 

Segundo informações da Polícia Militar, o homem também havia deixado uma caixa suspeita no hotel Olympus, no Setor de Industria e Abastecimento (SIA), que foi explodida pelo Esquadrão de Anti-bombas e continha carregadores, meias e objetos pessoais variados. A dona do estabelecimento foi quem fez a denúncia. Ele deixou o hotel por volta das 4h30 desta madrugada, em um táxi. Equipes do Esquadrão Anti-bombas identificaram um artefato dentro de uma caixa, no segundo andar do hotel.  

Em depoimento, o taxista que levou o homem ao aeroporto afirma que, às 4h30, ele ligou perguntando quanto ficaria a corrida. Ao pega-lo no SIA, ele estava com uma “caixa de presente, tamanho médio”. No caminho, o suspeito disse que era de Tocantins e que “estava revoltado com o atual governo”. Ao chegar no local, ele pagou para deixar a caixa no guarda-volumes do Aeroporto JK e pediu ao taxista para levá-lo de volta ao hotel. O Esquadrão Anti-bomba fez uma varredura do Aeroporto JK, mas nada foi encontrado. 

Por volta das 16h horas, o rapaz de Tocantins apareceu na sacada do 13º andar desarmado fazendo sinal de que o ato havia acabado.

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