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Brasília

Suposto bando é preso depois de denunciar falso sequestro relâmpago

Arquivo Geral

20/10/2011 6h48

Luís Augusto Gomes

luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

Uma suposta quadrilha integrada por pelo menos seis pessoas, três delas da mesma família, foi desarticulada pela polícia. Todos são suspeitos de envolvimento em um esquema de  compra de materiais de construção na região de Planaltina.  O grupo, segundo a polícia, adulterava documentos, abria contas em instituições bancárias e aplicava o golpe. O valor ainda não foi calculado pelos investigadores responsáveis pelo caso.

 

O esquema começou a ser descoberto depois que  E.B.D. e E.B.R. registraram uma suposta falsa ocorrência de roubo com restrição de liberdade da vítima, crime conhecido como sequestro relâmpago, na 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina). A dupla teria informado que os supostos ladrões, três homens e uma mulher,  roubaram cartões de crédito, talões de cheques e documentos pessoais. 

 

Com os documentos e o material levado, os ladrões estariam fazendo compras com valores elevados no comércio de Planaltina. Segundo o delegado-adjunto, Eduardo Galvão, o objetivo da dupla suspeita de integrar a quadrilha era, além do lucro com a compra ilegal de material de construção, fazer com que o banco pagasse o valor apontado como prejuízo. O que eles não contavam era com a investigação minuciosa da polícia.

 

A partir dos talonários de cheques recebidos na abertura de contas com documentos falsos, os investigadores foram à agência e lojas onde as compras foram feitas. Em um dos estabelecimentos, a polícia descobriu nas filmagens do circuito de segurança que uma outra mulher, cujo nome também tem as iniciais E.B.D., é irmã de E.B.R. 

 

Teria ficado comprovado ainda que os três são associados a M.A.F.A., F.D.C. e E.A.M., flagrados na tarde de segunda-feira, durante a compra de uma banheira avaliada em mais de R$ 5 mil numa loja de materiais de construção na Quadra 7, Setor Arapoanga, em Planaltina, com documentos falsos. A dupla era monitorada.

 

Documentos

No momento da prisão a polícia descobriu que os dados dos documentos apresentados na loja pertenciam a J.A.A.R.. Ele afirmou em depoimento  ter sido procurado e levado a uma agência bancária por M.A.F.A. para abrir uma conta fantasma. Ele teria fornecido xérox de seus documentos em troca de uma quantia em dinheiro. 

 

De acordo com o delegado Eduardo Galvão, a fotografia da carteira de identidade era de E.A.M. e os dados de J.A.A.R. Parte do material de construção que teria sido adquirido com o golpe era vendido e o restante usado em obras nas casas dos supostos golpistas. Após as prisões do casal F.D.C. e E.A.M. a polícia vai intimar os outros supostos integrantes do esquema. O delegado afirma que os suspeitos vão responder por formação de quadrilha e estelionato. Se forem condenados, podem pegar uma pena  até 15 anos de prisão.

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (21) do Jornal de Brasília.

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