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Brasília

Sudesa fecha cerco a invasões itinerantes. Remoções são diárias

Arquivo Geral

07/09/2008 0h00

Por Saulo Araújo, ampoule do Jornal de Brasília

Elas se multiplicam rapidamente. Quando são retiradas de um lugar, illness aparecem em outro. As pequenas invasões do Distrito Federal se tornaram um problema crônico para a fiscalização, que, no entanto, tem jogado duro com quem insiste em se manter irregularmente em áreas públicas. A Secretaria de Defesa do Solo e da Água (Sudesa) estima que existem aproximadamente cem espalhadas por todo o DF. A cada dia, os fiscais realizam de três a quatro remoções, em média, de ocupações deste tipo.


O objetivo, segundo o gerente de Vigilância da Sudesa, major Maurício Gouveia, é evitar que elas se consolidem e tomem aspectos de cidade, como ocorreu com uma parte das 545 invasões existentes em todo o DF. “Praticamente todas as grandes invasões, que existem hoje, começaram pequenas e foram crescendo até tomarem uma proporção de maneira que hoje não há como o governo retirar”, disse o major.


Quem mora nestes locais sabe que, a qualquer momento, pode ser surpreendido por uma batida dos fiscais da Sudesa. Nessas blitze, todo o material é apreendido, como barracas, lonas, madeiras, colchões e cobertores. Tudo para dificultar que se estabeleçam em uma área irregular.


Apesar de o órgão fiscalizador jogar duro, em quase todos os casos de remoção os moradores se instalam novamente no mesmo ou em outro local. A resposta por insistir na ilegalidade é unânime: falta de lugar para onde ir. “Nós já não temos casa. Se não nos deixam ficar na rua, o que vamos fazer?”, questiona Fábio Dieson Emanuel, 23 anos, que há quase seis meses ocupa uma área verde no final da Asa Norte.

Operações
Ele conta que, neste período, a Sudesa fez três operações. Já ciente de que um dia os agentes voltarão, ele deixa separado o dinheiro para comprar uma nova barraca de acampamento. “Já me levaram três barracas, mesmo com nota fiscal. Sei que eles vão voltar, mas eu espero uma promoção e compro outra. O que não vou é ficar no relento”, confessou Dieson, que mora com a companheira Ana de Almeida Coutinho, 36 anos.


O argumento de permanecer nas ruas por falta de moradia não convence a secretária de Desenvolvimento Social e Trabalho (Sedest), Eliana Pedrosa. Ela explica que, em todas as operações de retirada das invasões itinerantes, uma equipe da Sedest participa, fazendo um levantamento socioeconômico.

Cadastro
Os agentes  sociais fazem o cadastro dos moradores e oferecem a eles algum tipo de assistência, que pode ser uma vaga nos albergues da cidade, ou, dependendo do caso, um auxílio-social. Os oriundos de outros estados são convidados a retornarem para sua terra natal. O GDF paga a passagem. A pessoa também pode ser encaminhada para fazer cursos de qualificação.


O que acontece, na maioria das vezes, segundo a secretária, é que as pessoas não aceitam a ajuda e preferem tocar a vida nas ruas. “As pessoas ainda têm uma imagem ruim dos abrigos do governo. Outras optam por ficar nas ruas mesmo. Oferecemos algum tipo de assistência para que essas pessoas vivam dignamente. Sabemos que é um problema social sério, mas o governo não pode permitir que essas pequenas invasões se instalem”, ressaltou Eliana.

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