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Brasília

STJ retoma nesta terça julgamento do caso Adriana Villela, condenada por triplo homicídio na 113 Sul

A análise do caso havia começado em março deste ano, mas foi interrompida após um pedido de vista do ministro Sebastião Reis Junior, presidente da Sexta Turma

João Victor Rodrigues

04/08/2025 7h24

Foto: Agência Brasil

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) retoma nesta terça-feira (5/8) o julgamento do recurso da arquiteta Adriana Villela, condenada a 61 anos de prisão como mandante do assassinato dos próprios pais e da funcionária da família, em um crime que chocou Brasília e ficou conhecido como o “Crime da 113 Sul”.

A sessão desta terça está marcada para as 14h, embora ainda não seja possível prever em que momento o caso voltará à pauta.

Segundo o Regimento Interno do STJ, cada processo pode ter no máximo dois pedidos de vista. O segundo é considerado uma “vista coletiva”, com prazo de 60 dias, prorrogável por mais 30. Após isso, o julgamento deve obrigatoriamente ser concluído, sem novas interrupções.

O crime
Em agosto de 2009, José Guilherme Villela, Maria Villela e a funcionária Francisca Nascimento da Silva foram brutalmente assassinados com mais de 70 facadas no apartamento da família, localizado no sexto andar de um prédio na quadra 113 Sul, área central de Brasília.

Dez anos depois, em 2019, o Tribunal do Júri condenou Adriana Villela a 61 anos de prisão por ser a mandante dos assassinatos. Na mesma decisão, o ex-porteiro do prédio, Paulo Cardoso Santana, foi sentenciado a 62 anos como autor dos homicídios. Os coautores Leonardo Campos Alves e Francisco Mairlon receberam penas de 60 e 55 anos, respectivamente.

Julgamento no STJ


No início do julgamento do recurso, em março, o relator do processo, ministro Rogério Schietti, votou pela manutenção da condenação de Adriana e defendeu a execução imediata da pena.

A sessão será retomada com a leitura do voto do ministro que havia pedido vista. Nessa fase, as partes não se manifestam, salvo em casos de questionamentos dos ministros ou apresentação de questões de ordem.

O desfecho do julgamento poderá representar a última oportunidade de interrupção no processo, conforme as regras da Corte.

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