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Brasília

Sonar da UnB ajuda nas buscas de jovens desaparecidas no lago

Arquivo Geral

24/05/2010 21h41

O sonar de varredura lateral do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília ajudou a Marinha e o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal nas buscas pelas irmãs Liliane Queiroz Lira, 18 anos, e Juliana Queiroz, 21, na tarde desta segunda-feira, 24 de maio. As duas estavam entre os 11 passageiros de uma lancha que afundou no Lago Paranoá na madrugada de sábado, quando voltava de uma festa no Lago Norte. As jovens, que de acordo com as investigações não sabiam nadar, desapareceram durante o acidente.

 

O equipamento da UnB faz imagens do fundo de superfícies submersas através de ondas sonoras. As ondas de ultrassom se propagam pela água, refletem nos obstáculos e são captadas de volta por um receptor no aparelho. Esse dispositivo registra a variação de tempo entre a emissão e a recepção do som e calcula as distâncias. Dessa forma, o sonar é capaz de fazer imagens do fundo do Lago Paranoá.

 

A Marinha ligou para o professor Marco Ianniruberto na manhã dessa segunda-feira, 24 de maio, e pediu ajuda para localizar a embarcação. O professor já havia trabalhado em parceria com a Marinha em março de 2009, em um projeto de mapeamento do assoalho do lago. Quando Marco chegou com o equipamento, por volta das 14h, a lancha já havia sido encontrada, mas as equipes de buscas aproveitaram para tentar localizar também as vítimas.

 

As equipes, entretanto, não conseguiram encontrá-las. “O fundo do lago está cheio de galhos, troncos e de objetos que podem parecer a forma de um corpo humano. São centenas de alvos potenciais e isso dificulta a identificação”, explica Marco. Segundo ele, esse equipamento não é utilizado para esse tipo de busca, porque a imagem não é muito precisa. Por volta das 18h, encerraram a utilização do sonar. As buscas continuam com mergulhadores, cães farejadores e na superfície com lanchas e helicópteros.

 

A suspeita dos investigadores da 9ª Delegacia de Polícia, que apura o caso, é de que a lancha afundou porque estava superlotada. A capacidade da embarcação seria de seis pessoas, mas carregava 11. 

 

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