Menu
Brasília

Soldado responderá por feminicídio de cabo do Exército na Justiça comum

Tribunal do Júri de Brasília aceita denúncia contra Kelvin Barros da Silva pelo assassinato de Maria de Lourdes Freire Matos em unidade militar.

Redação Jornal de Brasília

09/01/2026 18h22

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O Tribunal do Júri de Brasília aceitou a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra o soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, acusado de assassinar a cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos. O crime ocorreu em 5 de dezembro de 2025, no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, unidade de elite do Exército em Brasília.

Kelvin esfaqueou a vítima no pescoço e, em seguida, ateou fogo nas dependências da banda de música do quartel, onde Maria de Lourdes era lotada. O corpo da cabo foi carbonizado, configurando o crime de destruição de cadáver. O local ficou totalmente destruído pelo incêndio.

O Ministério Público enquadrou o assassinato como feminicídio, destacando o menosprezo e discriminação à condição de mulher da vítima, além de uma causa de aumento de pena pela crueldade e falta de chance de defesa. Uma semana após o crime, com a conclusão da sindicância interna, Kelvin foi expulso do Exército e transferido para o sistema prisional.

Apesar de ter ocorrido em uma unidade militar, a Justiça comum assumiu a competência para julgar o caso, argumentando que o crime não guarda relação com a atividade militar. Assim, o réu responderá perante o Tribunal do Júri pelos crimes de feminicídio e destruição de cadáver. A Justiça Militar da União permanece competente para processar crimes conexos de natureza militar.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado