A reunião entre empresários e rodoviários nesta quarta-feira (07) resultou na confirmação do pagamento do reajuste de 9% retroativo a maio e junho para os rodoviários. Segundo o presidente dos Sindicatos, João Osório, todas as empresas fizeram os depósitos nesta quinta-feira. A última a confirmar o depósito foi a Viplan, que tinha prometido acertar o pagamento até as 17h de hoje.
Ontem, os rodoviários decidiram entrar em estado de paralisação por não terem recebido o depósito de reajuste de 9% retroativo acordado com os empresários na folha de pagamento. Quatro empresas pararam, Viva Brasília, Rápido Brasília, Veneza e São José. Cerca de 500 carros que atendem todas as cidades, exceto Santa Maria, Gama e Brazlândia, não transitaram durante a tarde. Houve tumulto na rodoviária e alguns carros de transporte pirata se posicionaram para tentar atender os usuários.
Relembre o caso
8 de junho
O sindicato dos rodoviários confirmou a previsão de uma greve geral para o dia 14. Dentre as reivindicações estavam um aumento salarial de 20% e a renovação do contrato coletivo, garantia de vários benefícios à categoria.
14 de junho
O protesto dos rodoviários seguia sem padrão, uns aderiram à determinação do sindicato, outros motoristas, não. A reportagem do Jornal de Brasília observou que alguns motoristas de ônibus saiam do terminal com a catraca liberada, mas que ao longo do percurso, passavam a cobrar a passagem.
Passageiros bloquearam as pistas próximas a Rodoviária em protesto ao impasse dos rodoviários, e liberaram as vias por volta das 20h20. Por volta das 19h, os manifestantes colocaram fogo em sacos de lixo e espalharam pela pista, no sentido Torre de Tv, o que prejudicou o trânsito no local.
16 de junho
Rodoviários anunciaram que iriam reduzir em 10% a frota dos ônibus que saem dos terminais da Asa Norte e do Mané Garrincha, responsáveis pelas linhas que atendem as cidades satélites da região sul, com exceção de Sobradinho e Planaltina. Os manifestantes afirmaram que na quinta-feira também haveria menos veículos nas ruas.
17 de junho
Os ônibus circularam muito cheios e alguns nem chegaram a parar nas paradas, com isso, os passageiros lotaram os pontos de ônibus da cidade.
20 de junho
O sindicato dos Rodoviários decidiu em assembléia os rumos da paralisação. 60% dos ônibus da frota iriam circular pelas vias do Distrito Federal e entorno.
21 de junho
A greve dos rodoviários reduziu consideravelmente o número dos veículos circulando pela cidade. As garagens estavam cheias e apenas no entorno os ônibus circulavam com um contingente maior. Taguatinga e Ceilândia ficaram sem transporte.
22 de junho
Em assembléia, os rodoviários decidiram continuar com a greve geral que há dias atrapalhava a vida dos brasilienses que dependiam do transporte público. A categoria alegou que os empresários não ofereceram nenhuma proposta que os beneficiassem.
23 de junho
O transtorno continuou. Em assembléia realizada no fim da tarde do dia 22, o Sindicato dos Rodoviários decidiu que a greve seria mantida até que um acordo coletivo fosse fechado. O presidente do Sindicato das Empresas, Wagner Canhedo, porém, informou que só poderia conceder qualquer reajuste à categoria se houvesse aumento da passagem. Ele reivindicou que a tarifa passasse para R$ 4,25, a mesma paga nos ônibus do Entorno, que circulam por muito mais longe.
24 de junho
Os rodoviários do Distrito Federal decidiram pelo fim da greve. Os ônibus voltaram a circular normalmente na mesma tarde. A decisão acabou com o sofrimento do brasiliense que dependia do transporte público no DF.