Brasília

Sindicato das Academias negocia antecipação de reabertura das unidades

Retomada do setor está prevista para a próxima segunda-feira (8), segundo o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha

Nesta quarta-feira (3), a presidente do Sindicato das Academias do Distrito Federal, Thais Yeleni, participou de uma reunião com o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Rafael Prudente, para negociar sobre a antecipação da reabertura das unidades de ginástica ainda para esta semana.

Segundo o governador Ibaneis Rocha, as academias podem voltar a funcionar na próxima segunda-feira, 8 de março. Porém, para a presidente do Sindac-DF, é fundamental que as unidades reabram antes desse prazo.

“Uma semana com as atividades das academias suspensas faz muita diferença na saúde da população. Sabemos que nosso setor ajuda a melhorar a imunidade e prevenir possíveis agravamentos da covid-19, diminuindo a quantidade de hospitalizações”, afirma Thais. “Além disso, nós não temos condições de sobreviver a mais um fechamento”, complementa. De acordo com a presidente do Sindac, pelo menos 300 estabelecimentos correm risco de encerrar atividades na capital do país se o setor não retornar.

Outra pauta discutida na reunião com Rafael Prudente foi a necessidade de colocar o setor de academias entre os serviços essenciais. Já há projetos de lei em comissões na CLDF com essa finalidade. “Nós somos um serviço essencial porque atuamos na linha de frente do combate ao coronavírus e tantas outras doenças. Sabemos que o bem-estar físico e emocional pode ser decisivo na prevenção e combate à covid-19, por isso, queremos ser parte da solução”, defende Thais.

Crise no setor
Em 2020, as academias do DF ficaram 114 dias sem funcionar. Foram cerca de 100 unidades fechadas e pelo menos 8 mil pessoas demitidas. Thais explica que, mesmo com a reabertura gradual, o setor não recuperou o movimento nem receita para se manter em mais um lockdown. Pensando nisso, o Sindac entrou com pedido e ainda luta pelo parcelamento da 2ª parcela do 13º salário, redução de 50% na carga horária e suspensão de 30% do salário dos colaboradores. “Mesmo com tudo isso, não conseguimos recuperar o setor. Muita gente não conseguiu pagar nem a primeira parcela e vai ter que demitir se ficar fechado”, conclui.

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Demissão coletiva

O Sindac-DF também se reuniu nesta quarta (03) com os empresários do setor para tratar da nova Convenção Coletiva de demissões em massa. A proposta, que pede a demissão em massa dos funcionários das academias com parcelamento das verbas rescisórias em 10 vezes, foi aprovada por unanimidade pelos membros do Sindicato e, agora, será protocolada no Sindclubes e no Tribunal Regional do Trabalho, o TRT, junto ao processo que pede parcelamento do 13º, redução e suspensão das jornadas. “Infelizmente, é uma situação que se arrasta desde o ano passado e, com esse novo fechamento, muitos empresários terão de fazer novas demissões”, afirma Thais.

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