
Servidores do Governo de Brasília protestam em frente ao Palácio do Buriti, na manhã desta quinta (8). Cerca de 32 categorias cobram o pagamento dos benefícios concedidos na gestão de Agnelo Queiroz. Todas as vias do Eixo Monumental seguem liberadas.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados da Administração Direta, Fundacional, das Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista (Sindiser), André Luiz, cerca de 60 mil servidores paralisaram as atividades. “As paralisações vão acontecendo gradativamente. Hoje várias categorias já pararam e na próxima quinta (15) a educação deve parar também”, diz. Questionado sobre eventuais prejuízos à população, em consequência da paralisação dos serviços , o presidente da entidade afirma que a responsabilidade não é dos servidores.
“Isso é responsabilidade de Rodrigo Rollemberg. Ele teve tempo suficiente para ajustar todas essas demandas e com certeza o governo tem dinheiro em caixa”, esbraveja. A paralisação não tem previsão para acabar. Nessa sexta, segundo André Luiz, cada categoria deve realizar um ato com base no que for definido por cada sindicato.
Alguns serviços da saúde pública de Brasília estão comprometidos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) age em todas as regiões do Distrito Federal. A greve atinge a parte administrativa. A quantidade de viaturas para atendimento está normal. O Hemocentro funciona com atendimento reduzido.
PLANO PILOTO
Hospital de Base: no ambulatório, atendimento somente em oftalmologia. As consultas são remarcadas. Na emergência e oncologia clínica (radioterapia, quimioterapia), atendimento normal.
Hospital Materno-Infantil de Brasília: ambulatório parado. Atendimento apenas na emergência. Nos dois centros de saúde da regional (612 e 514 Sul), atendimento normal.
SOBRADINHO
Hospital regional: atendimento só na emergência com dois pediatras, três ortopedistas, dois cirurgiões e três clínicos. No ambulatório, consultas e cirurgias eletivas foram remarcadas.
Centros de saúde: 30% dos atendimento mantidos.
UPA: atendimento normal com dois médicos pela manhã, dois escalados para a tarde e dois para a noite.
BRAZLÂNDIA
Hospital regional: atendimento só em casos urgentes e emergências. Ambulatório parado.
Centros de saúde: os dois estão funcionando.
Postos de saúde da família: as cinco unidades estão com 30% do atendimento.
CEILÂNDIA
Hospital regional: ambulatório com atendimento precário em proctologia, gastroenterologia e pediatria. Centro cirúrgico apenas para emergência. Centro obstétrico com funcionamento normal. O pronto-socorro adulto tem sete técnicos de enfermagem para 97 pacientes internados. Médicos atendem apenas casos graves (classificação vermelhas e laranja). Clínica de internação está com escala mínima de pessoal.
Centros de saúde: unidades nº 3, 11, 7, 8, 5, 10, 6 estão totalmente paradas; as demais têm alguns serviços funcionando, como sala de vacina. Apenas os gerentes trabalham.
GAMA
Hospital regional: emergência funcionando normalmente. No ambulatório, o atendimento é feito apenas na sala de curativo de diabetes.
Centros de saúde: as sete unidades trabalham com equipe reduzida.
GUARÁ
Hospital regional: atendimento normal na emergência. No ambulatório, só a oftalmologia parou.
Centros de saúde: atendimento reduzido.
Laboratório regional: todos os técnicos aderiram ao movimento.
ESTRUTURAL
Centro de saúde: não está atendendo.
TAGUATINGA
Hospital regional: atendimentos apenas na emergência. Ambulatório parado.
NÚCLEO BANDEIRANTE, RIACHO FUNDO E PARK WAY
Centros de saúde: os quatro estão parados.
UPA: funciona normalmente.
PARANOÁ
Hospital regional: pronto-socorro atende normalmente. O centro cirúrgico funciona parcialmente, assim como o ambulatório.
Centro de saúde: funcionam atendimentos em odontologia, farmácia e Rede Cegonha.
Postos de saúde rural: as cinco unidades funcionam parcialmente.
ITAPOÃ
Centro de saúde: só funcionam sala de vacinas e farmácia. Há médicos, mas faltam técnicos de enfermagem.
PLANALTINA
Hospital regional: atendimento normal na emergência.
Centros de saúde: atendimento suspenso.
SANTA MARIA
Hospital regional: ambulatório funciona normalmente, assim como a emergência. Apenas as cirurgias eletivas foram suspensas.
Centros de saúde: as duas unidades e as 13 equipes da Estratégia Saúde da Família estão paradas.
SAMAMBAIA
Hospital regional: cirurgias canceladas; a emergência funciona com equipe reduzida de técnicos. No ambulatório, apenas uma infectologista está atendendo.
UPA: um médico está atendendo.
Centros de saúde: os quatro funcionam parcialmente.
Clínicas de família: as quatro funcionam parcialmente.