Na manhã desta segunda-feira (6), servidores do Instituto Brasília Ambiental participaram de uma trilha ecológica no Parque Distrital do Recanto das Emas, em parceria com a comunidade local. A atividade permitiu uma imersão no bioma Cerrado, enfatizando a preservação ambiental e o envolvimento comunitário na gestão das unidades de conservação.
Guiados por Salvador Alves, presidente do Conselho de Defesa do Meio Ambiente (Condema) do Recanto das Emas, os técnicos aprenderam sobre a fauna, flora e desafios na proteção da biodiversidade local. Durante o percurso, eles vivenciaram os obstáculos diários enfrentados pelos protetores da área.
A trilha também serviu para conhecer o projeto Eduparques, iniciativa comunitária que promove educação ambiental ao apresentar o parque e suas características ecológicas, incentivando a conscientização e o engajamento da população na preservação do espaço.
O presidente interino do Brasília Ambiental, Valterson Silva, destacou a evolução das práticas de conservação. “As atividades e a forma como protegemos o nosso Cerrado mudaram — e que bom por isso. Hoje, é possível usufruirmos das nossas unidades de conservação com mais respeito e consciência. Essa experiência do nosso corpo técnico com a sociedade civil é fundamental, pois traz o olhar de quem vive os desafios no dia a dia”, afirmou.
Para o superintendente de Unidades de Conservação da autarquia, Marcos João da Cunha, a experiência reforça a participação social. “Conhecemos a parte técnica da unidade e sabemos dos desafios que enfrentamos no dia a dia para preservar e cuidar desse espaço. Dividir essa responsabilidade com a comunidade, ver que estão se dedicando ao ofício juntamente conosco, é revigorante e nos permite avançar ainda mais em novas iniciativas com o apoio deles”, destacou.
Salvador Alves enfatizou o valor ambiental e afetivo da região. “Esse espaço é um patrimônio local. Eu sou privilegiado por morar tão próximo, e minha luta é diária. Temos muitas áreas sensíveis e únicas aqui, que merecem cuidado e carinho. Nosso maior desafio é educar a comunidade para não jogar lixo, e para isso pensamos diariamente em ações de coleta, plantio e hortas comunitárias. Eu amo esse local”, declarou.
A ação reforça a integração entre poder público e sociedade civil como estratégia essencial para proteger as unidades de conservação e assegurar a sustentabilidade dos recursos naturais do Distrito Federal.
*Com informações do Instituto Brasília Ambiental
*Com informações da Agência Brasília