Pedro Wolff
pedro.wolff@jornaldebrasilia.com.br
O brasiliense tem que ficar alerta. O número de sequestros relâmpago cresceu 16% no Distrito Federal entre os anos de 2008 e 2009. De acordo com o último balanço divulgado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), foram 618 ocorrências em 2009, contra 533 no ano anterior.
Érito Cunha, titular da Delegacia de Repressão ao Roubo (DRR), diz que a razão para esse aumento pode ser o crescimento da frota de veículo e da população. Ele, porém, afirma ser difícil precisar as razões para tantas ocorrências.
De acordo com o delegado, são várias as formas de agir dos criminosos, mas algumas são mais comuns. Em geral, os sequestradores vão de ônibus para locais aonde há grande aglomeração de pessoas, como faculdades, bares e eventos variados. Quando chegam lá procuram por carros estacionados em locais ermos. Escolhido o alvo, eles aguardam as vítimas chegarem ao veículo e cometem o delito.
O delegado afirma que, em muitos casos, esta tipicidade criminosa é praticada por bandidos inexperientes, o que torna a situação mais perigosa. Ele lembra que, neste caso, os ladrões costumam ficar mais nervosos e podem atirar com maior facilidade. “Por isso, recomendamos nunca tentar reagir e sempre obedecer às ordens dos bandidos”. O delegado ressalta, no entanto, que são poucas as ocasiões em que o sequestro termina em morte ou estupro. Érito Cunha lembra que o roubo pode evoluir para um extorsão, quando a vítima é obrigada a dar a senha de seu cartão de crédito. De acordo com as estatísticas, as cidades mais visadas são o Plano Piloto e Taguatinga.
Leia mais na edição desta segunda-feira (31) do Jornal de Brasília.